Marcio Fernandes/Estadão
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Gabriel Medina planeja temporada mais regular em 2016

Surfista ficou fora da briga pelo bi porque teve início de ano ruim

Paulo Favero, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2015 | 07h00

Primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, Gabriel Medina deu uma grande arrancada no segundo semestre do ano, mas que acabou não sendo suficiente para reverter a situação ruim das primeiras etapas, quando perdeu o foco e deixou a desejar. Mas o desempenho irregular serviu de aprendizado para o próximo ano.

Como objetivo, está o bicampeonato mundial e ele sabe que não pode bobear para não ver os rivais abrirem vantagem no ranking mundial. Como duas etapas são descartadas na pontuação final, ele sabe que só pode errar uma ou duas vezes para chegar bem na reta final. “Tenho de pensar positivo. Ano que vem vou voltar mais focado para ser campeão novamente.”

Apesar de perder o título mundial, ele ficou bastante feliz e emocionado com a conquista de Mineirinho, que não só manteve o troféu no Brasil como venceu o Pipe Masters, que pela primeira vez ficou na mão de um brasileiro. “Eu queria ver ele sendo campeão mundial antes de encerrar a carreira. Ele tem 28 anos, sei o quanto ele queria, a gente conversava sobre isso, e via o quanto ele se esforçava. Foi mais do que merecido”, diz.

Medina lembra que o surfista está nessa batalha há muito tempo. “Quando eu tinha 11 anos, ele já estava entrando no Circuito Mundial, e tive a oportunidade de entrar e depois de alguns anos ganhar, pois coloquei tudo que tinha, como concentração e esforço. O Mineiro foi bem e mereceu o título.”

No ano passado, Mineirinho ligou para Medina e, sincero, disse que sonhava ser o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, mas que iria torcer para o amigo no Havaí. As coisas deram certo para Medina, que foi campeão. Mineirinho viu tudo de longe, pois estava machucado e não competiu em Pipeline. “Esse título dele eu pude participar, e bastante. Acabei eliminando o Mick Fanning na semifinal, e isso foi crucial para ele ficar mais à vontade, e garantir a vitória dele.”


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