Damien Poullenot/WSL
Damien Poullenot/WSL

Gabriel Medina pode garantir o bicampeonato do surfe em Portugal

Líder da temporada, brasileiro é o único com chance de ser campeão antecipado, na etapa que começa nesta terça-feira em Peniche

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2018 | 05h00

Quatro anos após conquistar seu primeiro título mundial, Gabriel Medina poderá sacramentar o bicampeonato na etapa de Portugal do Circuito Mundial de Surfe, que terá início nesta terça-feira nas ondas da cidade de Peniche. Para tanto, o brasileiro precisará desbancar o compatriota Filipe Toledo e o australiano Julian Wilson, seus principais rivais nas últimas etapas.

O campeão mundial de 2014 poderá assegurar a nova conquista por antecipação graças à boa reação na temporada nas etapas mais recentes. O crescimento culminou na boa campanha na França, onde foi até a semifinal, na sexta-feira passada. Foi o suficiente para superar Filipinho no ranking, ainda que por breve margem.

Agora Medina exibe 51.770 pontos, contra 51.450 do compatriota. Wilson, o vencedor da etapa francesa, corre por fora, com 47.125. Em Portugal, somente o líder do campeonato tem chances de sair com o troféu da temporada.

Mas ele tenta evitar a pressão. “Meu objetivo é manter a liderança do ranking. Mas estou tentando encarar com leveza esta etapa. Sei o que tenho que fazer. Estou focado somente em mim. Já estive nesta situação antes. Espero que dê tudo certo”, diz Medina. “É ótimo voltar a Portugal. As ondas são muito poderosas aqui.”

Apesar do foco em si mesmo, o brasileiro sabe que será quase impossível não acompanhar as ondas dos rivais, porque somente uma combinação de resultados lhe dará o título já nas praias portuguesas. Para levar o troféu com antecedência, Medina terá que ser campeão da etapa e ainda torcer por tropeços de Filipinho e Wilson.

O título será sacramentado se Medina vencer, Filipinho não passar do 10.º lugar e o australiano ficar, no máximo, em quarto. Se um dos concorrentes obter uma posição acima destas, a disputa do troféu será adiada para Pipeline, no Havaí, na etapa final, em dezembro.

Enquanto Medina sonha com o bi, Filipinho tenta recuperar o terreno perdido. Ele foi o surfista que vestiu a camiseta amarela, concedida ao líder, por mais tempo na temporada. Mas deixou a primeira posição escapar, de forma inesperada, nas águas francesas.  O então líder foi eliminado logo na terceira fase por um rival um tanto desconhecido. O australiano Ryan Callinan era convidado da organização e disputa neste ano a categoria de acesso à elite do surfe - o surpreendente surfista da Austrália chegou à final e só parou diante de Julian Wilson. 

“Neste ponto da minha carreira, eu aprendo com as minhas derrotas. Antes eu sentia muito a decepção e ficava paralisado. Neste ano, passei a admitir que muitas vezes não há o que fazer”, afirma Filipinho, sem se abalar. “Vou fazer o meu melhor e ver o que acontece.”

Em Peniche, o brasileiro espera retomar a ponta apostando na manobra que o tornou um dos principais destaques do campeonato: o tubo. “Os supertubos daqui são um sonho”, projeta o vice-líder do campeonato.

 

 

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