REUTERS/Loren Elliott
REUTERS/Loren Elliott

Gabriel Medina termina casamento com Yasmin Brunet após desistir de provas do Mundial

Em um longo texto publicado na última quarta-feira, modelo admitiu que 2021 foi um ano "muito difícil para os dois"

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 11h33
Atualizado 27 de janeiro de 2022 | 14h44

Três dias depois de Gabriel Medina anunciar que não competirá na primeira etapa do Circuito Mundial de Surfe, em Pipeline, no Havaí, no início de fevereiro, para cuidar de sua saúde mental, foi revelado nesta quinta-feira, pelo site Metrópoles e confirmado por sua assessoria, o fim de seu casamento com a modelo Yasmin Brunet.

De acordo com site, os dois estariam apenas vivendo de aparência e morando em casas separadas. Yasmin se encontra na casa do condomínio em Maresias, litoral norte de São Paulo, e Medina está em outra. Os dois ainda não se pronunciaram sobre o assunto e nas redes sociais as declarações de amor e fotos em paisagens paradisíacas ainda continuam.

Em seu último stories no Instagram, Yasmin compartilhou a diferença entre gostar, paixão e amor, o que seria um indício de que os dois estariam afastados. Na última terça-feira, a modelo fez uma postagem com uma mensagem para o surfista em apoio em sua decisão de não participar da disputa das primeiras etapas do Circuito Mundial por conta de sua "saúde física e mental". Ela chegou a fazer um desabafo sobre saúde mental, as batalhas com depressão e ansiedade.

Em um longo texto, a modelo admitiu que 2021 foi um ano muito difícil para os dois. "Eu vi em primeira mão tudo o que ele sofreu porque sofri junto com ele. Vi ele (sic) segurar muita coisa, o que foi extremamente injusto com ele", escreveu.

Um dia antes disso, Medina explicou as razões de sua desistência. "Essa foi uma decisão difícil, acredito que uma das mais difíceis que já tomei. Eu vou me ausentar das primeiras etapas de surfe de 2022. Por mais que eu queira estar na água surfando e competindo, não estou bem física e emocionalmente para isso. E reconhecer que cheguei ao limite tem sido um processo duro", disse o surfista.

A questão sobre a saúde mental dos atletas vem gerando um debate importante no esporte mundial desde que a ginasta americana Simone Biles, cotada para ser o grande nome nos Jogos de Tóquio-2020, abriu mão de competir para cuidar de sua cabeça. Desde então, o tema deixou de ser tabu entre muitos atletas.

"No final do ano passado, eu lesionei o meu quadril. Desde então, estava fazendo fisioterapia, tomei a vacina e venho me cuidando para estar bem para esse ano. No entanto, ainda não estou 100%. Somado ao corpo vem a mente, que também não está na melhor fase. Venho de meses desgastantes. E eu preciso olhar para mim nesse momento e me cuidar", afirmou Medina.

"Para quem não está bem, tomar uma decisão como essa não é fácil. Eu me questionei mil vezes se eu deveria me expor ou não. Se eu comunicaria apenas que não competiria por meio de uma nota oficial mais formal… Mas eu não acho justo. E porque também não tenho motivos para esconder. A saúde física é muito importante, mas a saúde mental é tão importante quanto. Não tem como estar 100% se uma não está alinhada com a outra", continuou.

O surfista revelou que já está se tratando e se cuidando. "Vou priorizar a minha saúde nesse momento. Estou empenhado e focado para voltar bem e encontrar vocês assim que eu estiver pronto. Desde já eu agradeço a atenção, a compreensão e o carinho dos meus fãs, da imprensa e o respeito dos meus patrocinadores".

Medina vem de um ano tumultuado em sua carreira e também na vida pessoal. Em 2021, ele arrasou no Circuito Mundial e ficou com o título dando show. Mas ficou aquém do esperado na Olimpíada de Tóquio, saindo sem medalhas após perder na semifinal e na disputa do bronze. Ele ainda contestou as notas que recebeu na semifinal da disputa no Japão contra o local Kanoa Igarashi.

Longe das competições, ele enfrentou questões familiares. Rompeu com Charles Saldanha, seu padrasto e técnico durante toda a sua carreira até então, e teve grandes desavenças com a mãe Simone. Isso tudo culminou na parada de seu projeto social em Maresias. Por outro lado, contratou o australiano Andy King como seu novo treinador e se reaproximou do pai biológico.

Pouco antes da Olimpíada, ele teve divergências com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). O surfista teve negado seu pedido para credenciar Yasmin Brunet como membro de sua equipe técnica para a Olimpíada. A entidade havia informado aos atletas que só liberaria uma pessoa como acompanhante no Japão, em razão das medidas restritivas impostas pelos Jogos Olímpicos devido à pandemia.

Medina já havia inscrito seu treinador para receber o credenciamento. O COB disse que a troca não era possível e a polêmica foi alimentada por publicações de Yasmin nas redes sociais criticando a entidade. E quase ofuscou a performance do surfista brasileiro nas águas japonesas.

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