Gregory Bull/AP
Gregory Bull/AP

Gafes atrapalham os primeiros dias de disputa em Toronto

Algumas provas tiveram falhas técnicas e até troca de hino

Márcio Dolzan e Paulo Fávero - Enviados Especiais a Toronto, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2015 | 07h00

Aberto oficialmente na noite de ontem, os Jogos Pan-Americanos de Toronto têm competições desde a terça-feira, quando iniciou a disputa do polo aquático. Espalhadas pela cidade e arredores, as instalações agradam aos olhos e funcionam graças a um atencioso trabalho de voluntários e profissionais ligados à organização do evento. Mesmo assim, falhas se acumularam nas primeiras provas e eventos oficiais da competição.

Já na terça-feira, primeiro dia de atividades, o telão do Centro Atos Markham travou por duas vezes na disputa de polo aquático - ambos em jogos do Brasil diante dos anfitriões. Além de imagens, o equipamento também serve para apresentar a cronometragem, placar e estatísticas. Por causa disso, as partidas tiveram de ser paralisadas.

"As coisas começaram meio confusas. E foi até engraçado ver isso. Os canadenses são precisos em tudo, mas não conseguiram contar o tempo direito. No fim, isso ajudou o Brasil, já que o jogo parou em um momento ruim do nosso time, quando tínhamos um jogador a menos. Quando o jogo voltou, a equipe estava mais atenta. Foi uma vantagem", explicou Felipe Perrone, capitão brasileiro do polo aquático.

COREOGRAFIA SEM MÚSICA

Uma falha técnica também interrompeu a apresentação da equipe mexicana de nado sincronizado, disputado no Centro Aquático construído para o Pan na Universidade de Toronto, na quinta-feira. Quarto time a entrar na piscina, as atletas estavam no meio da performance quando o sistema de som parou de funcionar - o que impediu a execução da música de apresentação da equipe.

As mexicanas seguiram com a exibição mesmo sem som, mas na sequência a apresentação foi suspensa. Elas tiveram que retornar à piscina logo após a exibição das peruanas - as próximas a se apresentarem -, e mesmo que tivessem sofrido desgaste físico, terminaram o dia com a segunda melhor nota, atrás apenas das canadenses.

Além das falhas técnicas, uma gafe também marcou os primeiros dias do Pan de Toronto. Na quarta-feira, na cerimônia de hasteamento da bandeira do Brasil na Vila dos Atletas, a organização acabou executando o hino de Barbados em vez do brasileiro. A bandeira já estava a meio mastro quando o erro foi corrigido.

A organização garante que os problemas estão sendo corrigidos e quer fazer a melhor Pan da história. Foi investido 1,4 bilhão de dólares canadenses (o equivalente a R$ 3,53 bilhões), mas é possível ver obras inacabadas dentro e fora das arenas. Na sede que recebe os jogos de polo aquático, ou na arena montada para a competição de ciclismo BMX, o lado de fora está com muita terra e é possível ver árvores recém-plantadas.

Mas talvez o calcanhar de Aquiles do Pan de Toronto venha a ser o sistema de transporte, que também passará por um grande teste nos próximos dias, pois as distâncias entre os locais de competições são enormes e a própria organização já reconhece que terá dificuldades para lidar com a demanda e colocar à disposição ônibus suficientes para deslocar o público. 

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