Ganso aguarda oferta do São Paulo

Jogador do Santos pode trocar a Vila Belmiro pelo Morumbi; a negociação entre os clubes deve evoluir nessa semana

SANCHES FILHO, PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2012 | 03h04

O jogo contra o Corinthians, ontem, pode ter sido o último de Ganso com a camisa do Santos na Vila Belmiro. A cúpula santista espera que entre hoje e quarta-feira chegue proposta oficial, em papel timbrado, do São Paulo para contratar o meia. Nos primeiros contatos entre dirigentes, o Tricolor sentiu dos santistas a disposição de negociar. Agora a questão é o valor e ainda convencer Juvenal Juvêncio de que Ganso é um bom negócio.

O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro disse ontem que a possibilidade de Ganso ir para o Morumbi é assunto requentado. Mas, o dirigente não negou ter recebido em sua casa o mais alto dirigente da DIS (dona de 55% dos direitos econômicos do jogador, Thiago Ferro, para tratar do futuro de Ganso, mas disse que jamais vai deixar de defender os interesses do Santos.

Durante a semana, Luis Alvaro afirmou que não vai manter jogador insatisfeito no clube, porém voltou a dizer quem quiser Ganso terá de pagar multa de R$ 53 milhões (para clubes brasileiros), dos quais R$ 24 milhões seriam do Santos, que detém 45% dos direitos do atleta.

O clássico de ontem à tarde foi o terceiro jogo de Ganso pelo Brasileiro e como ele ainda não estourou o limite de seis partidas tem condições de atuar por outro clube na competição -se jogar todas as róximas quarto rodadas, ele fará sua sétima aparição no dia 6 de setembro.

Ganso foi substituído por Ewerton Páscoa a poucos minutos do fim do clássico e, ao contrário dos jogos anteriores, saiu de campo aplaudido e recebeu elogios de Muricy Ramalho. "Ganso voltou a jogar bem, mas ainda não está no seu 100% porque ficou parado um bom tempo na seleção. Aos poucos ele está voltando ao seu normal", disse.

Juvenal decide. Do lado do São Paulo, a contratação de Ganso depende em última instância, claro, do presidente Juvenal Juvêncio. Mas, além de aguardar uma canetada do cartola autorizando o negócio, os dirigentes são-paulinos que defendem a aposta no meia ainda vão precisar convencer o presidente de que Ganso dará retorno ao Tricolor.

Segundo apurou o Estado, Juvenal Juvêncio não é contra a negociação, mas ainda não está totalmente convencido de que o clube deveria apostar na volta por cima do camisa 10 santista e fazer um grande investimento nessa contratação.

Dois pontos deixam o principal dirigente são-paulino ressabiado com essa tentativa de contratação. A primeira barreira vista por Juvenal é que Ganso não tem o perfil de ser um jogador que se envolve com o time, que seja um "guerreiro" - para o presidente, é desse tipo de atleta que a equipe mais precisa no momento de transição pelo qual passa.

O segundo empecilho é mais prático, o preço alto que teria que ser desembolsado para pagar o Santos, cerca de R$ 25 milhões. Com as dúvidas sobre o atual estágio da carreira de Ganso, esse valor é considerado impraticável pelo São Paulo.

A missão de tentar convencer Juvenal a contratar Ganso é um bom negócio cabe a Adalberto Batista. O diretor de futebol fez a primeira sondagem. Por parte da DIS, dona de parte dos direitos de Ganso e responsável pelo gerenciamento da carreira do jogador, a receptividade foi positiva. Adalberto também ouviu que Ganso tem interesse em trocar a Vila pelo Morumbi.

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