Ganso ainda não suporta 90 minutos

Há dois meses sem atuar, meia fica no banco diante do Náutico, domingo, no Morumbi, e deve entrar no segundo tempo

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h07

Quem não conhece de perto pode achar que Paulo Henrique Ganso é um pouco mascarado pelas declarações. Mas basta olhar para o jogador para ver que ele é o oposto disso: cabelo comum, sem brincos extravagantes ou colares de ouro e jeito de pessoa simples. Só que, na hora de falar, demonstra uma grande confiança em seu futebol. "Vim para o São Paulo para isso: jogar muita bola. É uma nova fase na minha vida e espero conquistar muitos títulos e fazer história no clube", avisa.

Ele está há dois meses e meio sem disputar uma partida oficial e conta as horas para voltar a campo. Domingo, contra o Náutico, é mais provável que fique no banco de reservas e entre no decorrer da partida, pois sabe que não tem como suportar os 90 minutos. "Minha condição física está excelente e espero, se entrar, atuar o maior tempo possível", diz. Mas o preparador físico Sergio Rocha, que esteve com ele todos os dias mesmo com o grupo de folga, garante que o fôlego ainda vai fazer falta. "Acho difícil ele aguentar os 90 minutos", afirma.

O preparador do São Paulo conta que Ganso foi um exemplo de profissional neste período em que ficou longe dos gramados e que se mostrou muito dedicado. "Ele está muito bem e evoluindo de uma maneira progressiva. Teremos um jogo-treino no qual ele será avaliado e na sexta poderemos avaliar melhor sua condição de jogo", diz Rocha, citando a partida de hoje que o time fará no CT da Barra Funda contra os juniores do Guarani.

Aos 23 anos, Ganso reconhece que já sente um friozinho na barriga e acha que entrará no time em um momento excelente, quando o São Paulo luta por uma vaga na Taça Libertadores e está classificado para a semifinal da Copa Sul-Americana. "Estou bastante ansioso, mas não me sinto pressionado. Estou me sentindo superbem e tranquilo", explica, mas sempre fugindo da pergunta sobre no lugar de quem entrará. "Estou voltando de lesão e o Ney Franco já tem o time montado. Eu entrar vai depender de como estará a partida", despista.

Como Ganso atua na meia, se o treinador não quiser mexer na estrutura da equipe quem deve perder o lugar é Jadson, que às vezes sofre com as críticas da torcida, mas que tem moral com Ney Franco. Para Ganso, os dois podem atuar juntos. "Ele já mostrou que é um baita jogador e se não me engano é o líder de assistências no Brasileirão."

Com moral. Raí, ídolo tricolor, vê com entusiasmo a chegada de Ganso e espera que o jogador possa manter o mesmo nível de grandes meias que já passaram pelo clube do Morumbi e dê mais consistência à equipe. "Acho que, pelo estilo do Ganso, que dá ritmo à equipe, sabe cadenciar e tem uma técnica apurada, ele é um jogador que pode cair como uma luva num São Paulo que está subindo de produção. O Ganso tem tudo para potencializar ainda mais o que existe nesse trabalho", lembra Raí. / COLABOROU BRENO PIRES, ESPECIAL PARA O ESTADO

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