Ganso garante vantagem. Mas foi pouco

Meia fez o gol da vitória, porém, a ordem do técnico Muricy Ramalho era viajar para o México em [br]situação mais tranquila

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

Sob a bênção do Rei Pelé, presença ilustre na Vila Belmiro, o Santos deixou escapar a chance de abrir boa vantagem sobre o América do México, ontem à noite, ao falhar muito na hora de balançar as redes. Com gol solitário de Paulo Henrique Ganso, a equipe venceu por 1 a 0 e pode empatar na terça-feira para avançar às quartas de final, fase em que deve ter pela frente o Cruzeiro.

"Pelo que o Santos apresentou, foi pouco. O time merecia muito mais", lamentou Neymar ao fim da partida ao SporTV. "Podíamos ter saído com um placar bem melhor", endossou Arouca. "Foi jogo de um time só, mas o mais importante é que vencemos e não levamos gol."

Os mexicanos deixaram o campo comemorando a derrota por placar mínimo, já que venceram todas as três partidas em casa.

O América estava entalado na garganta do técnico Muricy Ramalho. Foi numa derrota para os mexicanos (1 a 0), no dia 2 de março, fora de casa, que ele praticamente fechou sua passagem pelo Fluminense. Dez dias após aquele jogo, assinou a rescisão. Ficou quase um mês sem trabalhar até assumir o Santos. Classificou a equipe numa reação fantástica - três vitórias seguidas, duas sob seu comando. No mata-mata, o time amarelo apareceu novamente em seu caminho. A ordem era direta: matar em casa, o que não aconteceu. Terça-feira, as equipes se enfrentam em Querétaro, a 200 quilômetros da Cidade do México e 1800 metros do nível do mar.

Com escalação alternativa do América e o pensamento no Campeonato Mexicano, ficaria mais fácil a vida santista? "O elenco deles é bem forte, esse time ganhou altura e vai ser perigoso na bola alta", previa Muricy.

Os bons centímetros ganhos pelo América, porém, passaram despercebidos. O Santos é quem dominou a partida. Neymar chamou os mexicanos para bailar e, como é de praxe, apanhou bastante. Quando não foi derrubado, deu trabalho ao goleiro Ochoa e, num outro lance, achou Ganso livre. O chute rasteiro foi certeiro: 1 a 0, aos 38.

"Fico feliz pela jogada, pelo contra-ataque puxado e pelo chute do Paulo", disse Neymar. "O Pelé deu sorte e o 10 fez o gol. Espero que o 11 também faça", afirmou. Ele teve chance aos 24. Mas errou o alvo. A má pontaria santista, por sinal, ficou clara. Danilo, Zé Eduardo, Jonathan e Elano jogaram para fora a chance de o time ir ao México com tranquilidade. Agora, terá de enfrentar a pressão do rival, soberano em seus domínios.

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