Ganso promete ficar na Vila pelo menos mais um ano

Garantia foi dada ao presidente Luis Álvaro Ribeiro. Depois, o objetivo é uma transferência para a Europa, afirmou

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

Ganso vai continuar sendo jogador do Santos por no mínimo mais um ano. Palavra de Paulo Henrique Chagas de Lima, verdadeiro nome do mais cobiçado camisa 10 do futebol brasileiro, ao presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Os dirigentes chegaram a desconfiar que estivesse em curso uma possível manobra de investidores para tirar o armador da Vila Belmiro por R$ 60 milhões (valor da multa para clubes brasileiros), colocá-lo no Corinthians e no meio do ano repassá-lo à Internazionale ou ao Milan, ambos da Itália.

Bastou um encontro entre Luis Álvaro e Ganso para que a suspeita deixasse de existir. "No fim da tarde (da segunda-feira), resolvi ir ao CT Rei Pelé conversar com Ganso. Ele tinha terminado mais uma sessão de fisioterapia e se preparava para ir à capital fazer uma ressonância magnética, mas mesmo assim tivemos um papo fraternal e aberto por 20 minutos. A minha pergunta a ele foi se realmente pensava em ir embora ou se queria ficar no Santos, e pedi que me respondesse olhando nos meus olhos. Ganso nem pensou e disse que tem paixão pelo Santos e que está feliz no clube, mas não negou que após mais um ou dois no Santos pretende ir jogar no exterior", contou o presidente santista.

No encontro, Luis Álvaro prometeu fazer o que Ganso vinha cobrando publicamente: apresentar nova proposta de carreira para o meia e pedir ao marketing do clube que desenvolva engenharia financeira, semelhante à que segurou Neymar na Vila, em agosto, e a que tornou possível o retorno de Robinho. "Vamos chegar ao limite de nossas possibilidades para garantir a Paulo Henrique um rendimento mínimo como foi feito com Neymar", prometeu Luis Álvaro.

Novo estatuto. O Conselho Deliberativo do Santos aprovou por unanimidade a proposta de alteração dos estatutos, na segunda-feira. Para ser posto em prática, depende da aprovação do associado. As principais mudanças: mandato da diretoria passará de dois para três anos, sendo permitida só uma reeleição, a criação de um comitê gestor que dá suporte à administração e a criação de subsedes.

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