Ganso vê São Paulo encostar no G-4

Depois do craque ser apresentado à torcida, time de Ney Franco alternou bons e maus momentos, mas venceu o Cruzeiro por 1 a 0, gol de Osvaldo

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h05

Paulo Henrique Ganso esteve no Morumbi pela primeira vez como jogador do São Paulo e deve ter concluído que seu novo time alterna momentos de letargia com outros de velocidade e um futebol agressivo capaz de levantar a torcida e atropelar o adversário. Foi assim que o Tricolor se comportou na fria tarde de domingo. Quando acordou da sonolência do primeiro tempo, sufocou o Cruzeiro e garantiu a vitória por 1 a 0 no Morumbi em jornada inspirada de Osvaldo. O resultado deixa a equipe a dois pontos do G-4 graças ao empate do Vasco contra a Ponte Preta.

Antes da bola rolar, o camisa 8 foi apresentado com pompa para os 40 mil são-paulinos que foram saudar seu novo maestro. Os torcedores ainda foram surpreendidos com a ausência de Luis Fabiano, que voltou a sentir uma lesão muscular na coxa direita e desfalcou a equipe. Mas não foi apenas a ausência do camisa 9, substituído pelo inoperante Willian José, que explicou o desempenho abaixo da crítica na primeira etapa. Durante a semana Ney Franco disse que esperava uma equipe forte na marcação e explorando a velocidade de Lucas e Osvaldo a exemplo do que havia acontecido contra a Portuguesa, mas não foi o que aconteceu.

Mesmo com três atacantes e Maicon e Jadson para armar as jogadas, a equipe não conseguia se achar em campo e parava nas duas linhas montadas por Celso Roth, que deixou clara a estratégia de tentar construir o resultado no contra-ataque. Mesmo com a bola no pé, o Tricolor não conseguia armar nada e praticamente não ofereceu perigo. Faltava quem pudesse colocar a bola no chão, pensar a jogada e surpreender o adversário com um passe. Já faltava Ganso.

Como ainda não pode contar com o jogador, coube a Ney Franco buscar soluções com o que tinha em mãos e o técnico teve a virtude de ler a partida corretamente. Ele entendeu que era preciso abrir o jogo pelas laterais e aproveitar as deficiências de Diego Renan e especialmente Léo no setor. Ao tirar Willian José e Maicon e lançar Ademilson e Wellington, reforçou a marcação no meio e deu o espaço que Jadson precisava para conduzir a equipe. Em poucos minutos o time reagiu e encurralou os mineiros em seu campo de defesa. Osvaldo e Lucas ganharam liberdade e sobretudo o primeiro infernizava a defesa pela esquerda.

Com seus velocistas com espaços para atacar, as chances passaram a aparecer e Osvaldo, que foi o principal nome da partida, teve a atuação coroada ao completar de cabeça um corte errado de Fábio em cruzamento de Douglas. Explosão da torcida e vigor para os donos da casa, que passaram a espremer o rival e levantaram Ganso da cadeira para vibrar com os novos companheiros. Daí em diante bastou tocar a bola e esperar a o árbitro encerrar o jogo para a festa dupla: vitória na conta e Ganso no clube.

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