Ganso volta em 2011. O único ''maestro'' no País

A camisa 10 se transformou em um símbolo para o melhor jogador de uma equipe em 1958, quando Pelé surgiu na Suécia para levar o Brasil à sua primeira conquista de Copa do Mundo. Passadas mais de cinco décadas, o futebol nacional vive uma escassez de jogadores para essa posição: os "cérebros". O único que honra a herança deixada por Rivellino, Ademir da Guia, Pedro Rocha e Zico é Paulo Henrique Ganso, do Santos, que retorna em 2011, após seis meses afastado por causa de uma contusão no joelho.

, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2010 | 00h00

Um pouco dos maus resultados obtidos pelo futebol brasileiro em 2010 pode ser explicado pela falta de um camisa 10. Um exemplo dessa carência é o que ocorreu no Campeonato Brasileiro. É praticamente unânime que Conca, do campeão Fluminense, foi o melhor meia-armador. Montillo foi o destaque do segundo colocado Cruzeiro, enquanto D"Alessandro comandou o Internacional na conquista da Libertadores. Detalhe: os três são argentinos.

Aliás, os hermanos dão um banho no futebol brasileiro quando o assunto é camisa 10. Além dos que estão por aqui, ainda são destaque os veteranos Ortega (River Plate), Riquelme (Boca Juniors) e Verón (Estudiantes), sem falar no principal de todos: Lionel Messi, do Barcelona.

Mas a falta de um camisa 10 clássico é problema também em outras partes do mundo. A badalada Espanha não possuiu esse tipo de jogador na Copa da África, mas compensou a ausência com muito entrosamento. A Holanda, com Sneijder, e o Uruguai, com Forlán, desfrutaram dessa qualidade.

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