Garantido pelo presidente, Muricy diz a todos que fica

Para Alex Silva, grupo ''está fechado'' com o técnico. ''Ele tem nossa confiança''

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2008 | 00h00

Muricy Ramalho deixou claro quem garante seu emprego: o presidente Juvenal Juvêncio. Ontem, o técnico reafirmou que segue no Morumbi com apoio do dirigente. ''Aqui é um regime presidencialista. E o presidente disse que está tudo bem'', afirmou o treinador. ''Tenho mais dois anos de contrato (na verdade, o vínculo vence no fim de 2009) e vou até o fim.''Com essa declaração, Muricy pretendeu pôr fim a especulações de que está a ponto de ser demitido. Falou-se que Zico estaria negociando. O ex-jogador, atual técnico do Fenerbahce, ontem desmentiu contatos.Nesse ambiente carregado, Muricy tenta restabelecer a tranqüilidade e preparar o time para o clássico contra o Santos, jogo de risco para os dois times, que precisam reabilitar-se no Brasileiro. O técnico são-paulino negou, também, que esteja trabalhando sob pressão. ''Para mim, pressão é quando alguém chega e fala que, se não ganhar no domingo, será demitido. Isso não aconteceu.''Os jogadores apóiam Muricy. O zagueiro Alex Silva mostrou-se irritado com o falatório e afirmou que o grupo está ''fechado'' com o treinador. ''Ele tem toda a nossa confiança'', anunciou. ''E, se está aqui até agora, é porque permanecerá, com o apoio da diretoria e principalmente do presidente.''Supostamente fortalecido, Muricy ainda aproveitou para anunciar a volta por cima. Disse que a imprensa terá de reconhecer novamente o seu valor, assim como aconteceu nas três últimas temporadas, quando foi escolhido como o melhor técnico do Campeonato Brasileiro. ''Agora vocês estão aproveitando para me dar umas pancadinhas'', reclamou. ''Eu tenho que aturar. Mas aproveitem bem, porque vai chegar a minha vez.''ADRIANO, SÓ MAIS TARDEComo já era esperado, Adriano não se apresentou ao São Paulo ontem. Liberado pela diretoria, ele viaja hoje para os EUA, onde a seleção enfrentará Canadá e Venezuela. O atacante deve voltar ao time apenas para a partida contra o Sport, no dia 21 de junho, no Morumbi. Nesse jogo, pode despedir-se do clube que o trouxe de volta ao Brasil - seu empresário, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, quer que tire alguns dias de férias antes de se reapresentar à Inter de Milão.A Itália deve fazer investida no São Paulo. Segundo o Corriere della Sera, o Milan tem negociações avançadas com Miranda. A diretoria nega e diz que só o libera por muito dinheiro. O zagueiro tem contrato até junho de 2011 e multa rescisória estipulada em ? 30 milhões (cerca de R$ 53 milhões).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.