Garotas faturam o Grand Prix

Seleção brasileira faz a festa do hepta, no Japão, ao bater Cuba

O Estadao de S.Paulo

13 de julho de 2008 | 00h00

Se o Grand Prix de Vôlei servir de parâmetro para a Olimpíada, o Brasil chega a Pequim na condição de uma das seleções favoritas ao ouro no feminino. A equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães foi impecável na competição disputada no Japão e conquistou o título com uma rodada de antecipação, ao bater a forte Cuba por arrasadores 3 sets a 0 (25/14, 25/15 e 25/20), no início da madrugada de ontem, em Yokohama. O duelo final está marcado para as 6 da manhã (horário de Brasília) de hoje, contra o Japão, e o time pode até perder, porque supera as cubanas nos pontos average, o segundo quesito de desempate.A conquista do Grand Prix pela sétima vez veio de forma brilhante, com quatro vitórias consecutivas. A seleção que começou contra Cuba, com Fofão, Walewska, Mari, Paula Pequeno, Thaisa e Sheilla, Fabi - ainda entraram Carol Albuquerque e Fabiana -, mostrou equilíbrio tático e sobretudo autocontrole. A serenidade psicológica, avalia o treinador, será decisiva em Pequim. O time feminino do Brasil tem sido prejudicado, em sua história recente em grandes competições, por desconcentrar-se na hora da decisão.O que não aconteceu na campanha do hepta do Grand Prix (os outros títulos foram em 94, 96, 98, 2004, 05, e 06). As garotas mostraram força em todos os jogos. Na madrugada de quinta para sexta-feira, bateram a China por 3 a 1 e devolveram a derrota por 3 a 2 sofrida na fase de classificação, em Ningbo, para a campeã atual campeã e anfitriã olímpica. Em Yokohama, a seleção também não teve dificuldades para vencer a Itália e EUA por 3 sets a 0, até o duelo com Cuba.O prestígio brasileiro está em alta entre os rivais. Antes do jogo de ontem, o técnico cubano Antonio Perdomo já colocava a seleção de Zé Roberto entre as cinco fortes candidatas à medalha de ouro em Pequim. ''Brasil, Itália, China, Rússia, e, logicamente, Cuba, estão entre os favoritos'', afirmou o treinador.Paula Pequeno deu uma pista do segredo do bom momento da equipe, após o clássico com Cuba. ''O Brasil conseguiu manter um nível muito alto de concentração e jogo tático'', avaliou. Outro ponto positivo tem sido a presença marcante de algumas jovens jogadoras, como Thaisa, que não se intimidou contra as cubanas e marcou 14 pontos: seis de ataque, cinco de bloqueio e três de saque.

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