Gatlin diz que limpará seu nome e voltará a competir

O campeão olímpico e mundial dos 100 metros rasos, o norte-americano Justin Gatlin, disse nesta sexta-feira que espera limpar seu nome das acusações de doping feitas pela Agência Antidoping norte-americana (Usada) e voltar a competir. "Tenho fé de que me deixarão voltar a competir", disse o atleta em comunicado oficial.Foi o primeiro pronunciamento de Gatlin desde terça-feira, quando a Usada anunciou que havia aceitado ser suspenso por até oito anos para evitar o banimento por toda a vida, já que é reincidente no doping. Em abril, um teste verificou níveis excessivos de testosterona no organismo do atleta, que ainda divide o recorde mundial da prova mais nobre do atletismo com o jamaicana Asafa Powell - 9s77."Espero que o processo seja concluído logo e tudo seja resolvido favoravelmente", explicou o atleta, de 24 anos. A Nike anunciou nesta sexta-feira que o contrato de patrocínio a Gatlin, assim como os pagamentos, estão suspensos até que o caso seja julgado."Nunca usei substâncias proibidas nem aceitei tomá-las por indicação de qualquer pessoa", concluiu Gatlin. "Trapacear é completamente contrário à minha filosofia, como atleta e como pessoa."Mais umaMais um caso positivo de doping para uma velocista norte-americana foi anunciado nesta sexta-feira: a velocista LaTasha Jenkins, vice-campeã mundial dos 200 metros rasos no ano passado, em Helsinque, na Finlândia. Ela também era treinada por Trevor Graham, técnico norte-americano acusado de envolver dezenas de atletas em casos de doping, como a campeã olímpica Marion Jones.O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, elogiou a ofensiva contra o doping travada pelos Estados Unidos nos últimos meses. "Tenho de tirar o meu chapéu para eles, é uma atitude extremamente positiva", afirmou em Bruxelas, durante a etapa belga da Golden League de atletismo.

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