Gattuso: 'Chegamos ao fundo do poço'. Buffon: 'É o que temos'

Experientes, volante e goleiro admitem péssimo momento vivido pelo futebol no país e dizem que eliminação foi justa

, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

JOHANNESBURGO

Após sua última partida com a camisa da seleção italiana, a derrota de 3 a 2 para a Eslováquia, o volante Gennaro Gattuso foi contundente ao comentar a eliminação da Azzurra na primeira fase da Copa do Mundo: "O futebol italiano deve fazer um exame de consciência. Hoje chegamos ao fundo do poço".

Gattuso lembrou que, há quatro anos, quando a Itália ganhou o Mundial da Alemanha, ele e seus companheiros de conquista foram os "cavalheiros do trabalho". Agora, eliminados na primeira rodada, serão os "cavalheiros da vergonha."

Na mesma linha, o meia Andrea Pirlo afirmou que a Itália teve uma atuação "vergonhosa". "Não ganhamos nenhuma partida. É culpa de todos. Somos um grupo e a responsabilidade deve ser compartilhada", acrescentou Pirlo, para quem a derrota de ontem fechou um ciclo.

O lateral-direito Gianluca Zambrotta admitiu que a eliminação foi "justa" e disse que a análise possível é uma só: "Com dois pontos em três partidas e no último lugar do grupo, é justo que tenhamos de voltar para casa."

O experiente goleiro Gianluigi Buffon, de 32 anos, que disputou apenas os primeiros 45 minutos iniciais do jogo contra o Paraguai por causa de uma hérnia de disco, disse ao canal de televisão Rai Sport que faltou jogadores criativos à seleção italiana. "Nos faltou criatividade, porém, não há nada na Itália que pudesse mudar esse quadro. Essa é uma realidade do futebol italiano." E foi bastante crítico ao comentar o desempenho na Copa. " Eslováquia e Nova Zelândia são equipes que temos de respeitar, porém, só isso. Se não conseguimos ganhar de pelo menos uma das duas, é normal sermos eliminados."

O goleiro entende que a chegada de Cesare Prandelli para o cargo de técnico pode ajudar a mudar esse quadro - "Sem dúvida, abre um novo caminho", disse -, mas fez questão de elogiar o trabalho do técnico Marcello Lippi.

Quem também saiu em defesa de Lippi foi o argentino naturalizado italiano Camoranesi. "É uma excelente pessoa. Como jogador, estou orgulhoso de ter tido um treinador como ele. Se é preciso buscar responsáveis (pela eliminação), somos todos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.