Alberto Estévez/EFE
Alberto Estévez/EFE

Gigantes duelam no 'maior jogo'

Barça disputa a 3ª final em 5 anos e Manchester almeja a taça também pela 3ª vez em 4 temporadas

Paulo Vinicius Coelho, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

O slogan do Barcelona é "Més que um club" - "Mais do que um clube", em catalão. O técnico escocês Alex Ferguson usou em sua entrevista coletiva, antes da decisão de hoje, uma frase parecida para explicar por que não precisa fazer nenhum tipo de trabalho motivacional: "Não existe jogo maior do que este. E também não há clube maior do que o Manchester United."

Na história da Copa dos Campeões, nunca houve uma final entre dois clubes que, como Barcelona e Manchester United, dominem tão intensamente as temporadas anteriores. O Barcelona disputa sua 3.ª decisão em cinco temporadas. O Manchester participa de sua 3.ª final em quatro anos.

Participações tão frequentes aconteceram com o Real Madrid dos anos 50 (cinco seguidas), com o Benfica nos 60 (três seguidas), com Juventus e Milan nos 80 (três consecutivas), além dos clubes tricampeões em sequência, casos do Ajax entre 1971 e 1973 e do Bayern entre 1974 e 1976. Mas nunca a hegemonia dividida entre dois clubes foi tão forte - o Real é o recordista de títulos do torneio, com nove conquistas.

Modéstia. Apesar disso, nenhum dos dois treinadores admitiu que está em jogo o título de melhor time da era. Guardiola foi questionado ontem, em Wembley, se o Barcelona pode ser o melhor time da história, se sair vencedor de Londres. "Não posso dizer isso. Há muitos times importantes na história. O Milan de Sacchi, o Real Madrid de Di Stéfano, o Santos de Pelé... Eu posso dizer que nosso time será lembrado daqui a 15, 20 anos, como uma equipe muito importante. E isso me deixa muito orgulhoso."

O Manchester United tem campanha invicta, como em 2008, ano de sua última conquista. O Barcelona sofreu apenas uma derrota, em fevereiro, em Londres, contra o Arsenal: "Em comparação com a final que vencemos em Moscou, 2008, nosso time está mais maduro agora", disse ontem Alex Ferguson.

A diferença fundamental é a ausência de Cristiano Ronaldo, negociado com o Real Madrid depois da final de 2009, perdida justamente para o Barcelona.

"A equipe deles ficou mais coletiva", disseram o lateral Daniel Alves, o zagueiro Puyol e o técnico Guardiola durante a semana.

Em sua entrevista coletiva, Alex Ferguson lembrou ontem que tentou contratar Guardiola para ser seu cabeça de área na temporada 2001/02, quando o atual treinador do Barcelona trocava a Espanha pelo Brescia, da Itália. "Ele era um volante de ótimo passe e boa marcação."

Retribuição. Guardiola retribuiu os elogios, mas destacou a maneira como pensa poder vencer o adversário de hoje: "Se jogarmos no nível de atuação que tivemos em Roma, contra o Manchester, há dois anos, não tenho dúvida de que venceremos a partida", afirmou. A torcida do Barcelona espera que o desejo do treinador vire realidade nesta noite.

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