Daniel Ochoa De Olza/AP
Daniel Ochoa De Olza/AP

Gigantes iniciam corrida pela taça mais cobiçada da Europa

Começa hoje a fase de grupos da Copa dos Campeões, o maior torneio de clubes da Europa: O Barcelona, mais uma vez, é o time a ser batido

GONÇALO JUNIOR E RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h05

Ouça na rádio Estadão ESPN, a partir das 15h45, Real Madrid x Manchester City  

Chegou a hora de as maiores equipes da Europa medirem forças na Copa dos Campeões. A principal competição de clubes do mundo começa para valer a partir desta terça com a fase de grupos - as etapas preliminares tiveram início em julho.

O favoritismo deveria recair sobre o atual campeão Chelsea, certo? Mas não é bem assim. O time a ser batido é o Barcelona - basta analisar os números. Desde a temporada 2005/06, ou o time catalão foi campeão (isso ocorreu em 2006, 2009 e 2011) ou o rival que o derrotou ficou com o título (foi assim com o Manchester United em 2008, a Inter em 2010 e na temporada passada com o Chelsea). A única exceção foi na temporada 2006/07, quando o Liverpool eliminou o Barça nas oitavas de final, mas acabou tombando na final contra o Milan.

Tito Vilanova, novo técnico do Barcelona, se vê diante da difícil tarefa de dar sequência ao vitorioso trabalho do antecessor, Pep Guardiola, que nos quatro anos em que ficou à frente da equipe conquistou nada menos do que 14 títulos, sendo dois da Copa dos Campeões. E o melhor: praticando um futebol de encher os olhos e invejado por todos. Uma solução para Vilanova será se apoiar não só no jogo coletivo, mas também no talento de Messi, artilheiro das quatro últimas edições do torneio.

Nesse cenário, quem parece em melhores condições de bater o super Barcelona é o Real Madrid. Na última temporada, José Mourinho conseguiu com que o time merengue acabasse com a hegemonia do arquirrival no Campeonato Espanhol. Agora, o treinador português quer alçar voos mais altos e levar o clube de Madri ao topo da Europa depois de dez anos de jejum.

E não é por menos que Real e Barça lideram a corrida rumo ao título. Os dois formam a dupla de gigantes da Espanha, país com o maior número de títulos da Copa dos Campeões com 13 conquistas (nove do Real e quatro do Barcelona). A Espanha é o único país, além da Inglaterra, com quatro representantes na competição.

As equipes inglesas, com exceção do Arsenal, também estão bem cotadas na lista de favoritos para estar no estádio de Wembley, em Londres, no dia 25 de maio, data da decisão. O Chelsea defende o título e tentará ser o primeiro bicampeão europeu desde o Milan de 1989 e 1990 enquanto que os rivais de Manchester - City e United - possuem elencos muito qualificados.

Também vale destacar os clubes da Itália, que sempre fizeram parte das grandes potências do futebol europeu, mas nas últimas duas temporadas não conseguiram chegar nem nas semifinais da competição. Para piorar, a eliminação da Udinese na fase preliminar diante do Braga deixou a Itália com apenas dois representantes. A dúvida, agora, é saber se Milan e Juventus serão capazes de recuperar o velho prestígio do futebol italiano.

E tradição é o que não falta a Milan e Juve. O primeiro soma sete títulos da Copa dos Campeões (só perde para o Real Madrid em número de conquistas) e o segundo tem duas taças e sete finais disputadas. O problema é que a crise financeira internacional atingiu em cheio o país, que não é mais o destino das grandes estrelas do futebol mundial. Prova disso é que na última janela de transferência, as maiores transações foram de venda e não compra, como as idas de Thiago Silva e Ibrahimovic para o "novo rico" Paris Saint-Germain.

FORÇA GERMÂNICA

Quem aproveitou o espaço deixado pelos italianos foram os clubes alemães. Com o vice-campeonato do Bayern de Munique na última temporada, a Alemanha ultrapassou a Itália no ranking da Copa dos Campeões e teve a chance de enviar quatro equipes para a o torneio. O Borussia Mönchengladbach ficou no meio do caminho ao ser eliminado na fase preliminar, mas Schalke (semifinalista em 2011), Bayern de Munique (duas vezes finalista nos últimos três anos) e o Borussia Dortmund (atual bicampeão alemão) podem fazer bonito.

Comendo pelas beiradas vêm os clubes de Portugal. Pela terceira vez na história (as outras foram nas temporadas 2006/07 e 2007/08), o país terá dois representantes no torneio. Mas isso pode não significar muita coisa. Os clubes lusos estão em profunda crise econômica e ultimamente mais vendem do que compram jogadores. Em um única dia, por exemplo, Benfica e Porto venderam por 100 milhões (R$ 265 milhões) aos russos do Zenit o meia Witsel e o atacante Hulk, respectivamente.

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