Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Gilson Kleina ainda tem um fio de esperança no Palmeiras

Treinador ressaltou, após nova derrota, que o time não jogou mal e que não merecia estar no Z-4

DANIEL BATISTA , PAULO GALDIERI , ENVIADOS ESPECIAIS , PRESIDENTE PRUDENTE, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h03

PRESIDENTE PRUDENTE - Se até ontem ainda havia um fio de esperança de escapar da zona de rebaixamento, a derrota por 3 a 2 para o Fluminense, em Presidente Prudente, praticamente sacramentou a queda do Palmeiras para a Série B. Ao final do jogo, ficou claro que a ficha havia caído para a maioria do jogadores e que a Segunda Divisão se tornou algo real.

João Denoni, Maikon Leite e Maurício Ramos foram alguns dos atletas que não aguentaram e caíram no choro ao final do jogo. Poucos quiseram falar e quem se pronunciou, falou rapidamente. O clima no vestiário era de quem havia acabado de cair, embora matematicamente ainda exista a possibilidade de o time continuar na elite nacional.

Coube a Gilson Kleina tentar explicar os motivos de mais uma derrota e a situação quase irrecuperável. "Temos de nos agarrar nesse fio de esperança. A semana será intensa e vou passar muita energia para os atletas."

O treinador ressalta, entretanto, que o time mais uma vez não jogou mal. "Agora é continuar lutando e trabalhando. Não estamos jogando mal e não merecíamos estar na zona de rebaixamento."

O goleiro Bruno não se conformou com a derrota. E saiu lamentando a falta de sorte do Palmeiras em Prudente.

"Futebol na fase ruim é f..., desculpa o palavrão, mas o Fred foi cruzar e a bola bateu no Maurício Ramos e entrou no ângulo lá do outro lado. A gente conseguiu jogar bem, mas perdemos gols e tomamos outro no final. É tentar continuar jogando bem."

O sentimento derrotista tomou conta do elenco. O jogador mais abalado era Maurício Ramos. Ele, que já havia falhado diante do Botafogo, ontem fez um gol contra ao tentar cortar um cruzamento para a área.

Chateado, evitou dar entrevistas e ainda no gramado chorou copiosamente. "Não tenho nada para dizer agora. É difícil", resumiu o defensor.

"Está muito difícil agora. Tivemos nossa última chance (no jogo) e não conseguimos", disse um frustrado Marcos Assunção, que claramente segurava as lágrimas. Maikon Leite afirmou que a quase certa queda para a Série B não pode ser resumida apenas na derrota de ontem. "O problema não é de agora. O que estamos passando é um conjunto de tudo. Não dá para justificar o que aconteceu."

Diego Cavalieri, goleiro do Fluminense, lamentou a dura realidade do seu ex-clube. "Tive uma história, foram três anos lá dentro. Sou muito grato ao Palmeiras que me criou como atleta e cidadão. O Palmeiras tem de lutar, sair dessa situação."

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