Brendan McDermid/Reuters
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Ginastas criticam omissão do Comitê Olímpico dos EUA em casos de abuso sexual

Mais 25 vítimas foram ouvidas sobre o caso do ex-médico da Federação de Ginástica dos EUA

Estadão Conteúdo

23 Janeiro 2018 | 21h54

A falta de investigação dos casos de abuso sexual envolvendo o ex-médico da Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics), Larry Nassar, foi o tema dominante na sessão desta terça-feira do julgamento em Michigan, nos Estados Unidos. Mais 25 vítimas foram ouvidas.

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O depoimento da ginasta Jessica Howard, campeã nacional de ginástica rítmica de 1999 e presente no Hall da Fama da Federação Norte-Americana de Ginástica, foi lido pela advogada. "A Federação Norte-Americana de Ginástica, a Universidade de Michigan e o Comitê Olímpico permitiram que um predador em série passasse livremente sobre suas atletas", criticou.

Emily Morales também condenou as entidades esportivas e fez um pedido para que a situação não se repita. "Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Federação de Ginástica, Universidade: não deixem mais isso acontecer", afirmou a ginasta.

Aly Raisman, capitã da seleção de ginástica nas últimas duas edições da Olimpíada e que depôs na semana passada, criticou a falta de mudança na postura da direção da USA Gymnastics, mesmo após três diretores pedirem demissão. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) foi alvo de críticas.

"Muitas sobreviventes, e eu me incluo nesse grupo, acreditam que o USOC também é culpado. O comitê estava lá para ‘focar em ajudar as bravas sobreviventes?’ Não. Eles divulgaram um comunicado? Covardes", escreveu Aly Raisman nas redes sociais.

Existe a expectativa de que a sentença de Larry Nassar saia nesta quarta-feira. Centenas de mulheres, entre elas Simone Biles, Gabby Douglas e McKayla Maroney (além de Aly Raisman), já prestarem depoimento.

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