Ginástica estréia em busca de sua melhor atuação no Pan

Daiane, Daniele, Jade e Diego são as esperanças de vitória

Glenda Carqueijo, do Jornal da Tarde

14 de julho de 2007 | 00h48

A equipe brasileira de ginástica artística entra em ação neste sábado, a partir das 10 horas, atrás da medalha de ouro inédita por equipes. O primeiro dia de competição é fundamental porque define vaga nas finais por aparelhos e no individual geral. O time masculino, formado por Diego Hypólito, Victor Rosa, Luiz Augusto dos Santos, Adan Santos, Danilo Nogueira e Mosiah Rodrigues, promete dar trabalho aos Estados Unidos e Porto Rico, principais concorrentes. Na última edição do Pan, o Brasil ficou com a prata, atrás de Cuba. Os norte-americanos ficaram com o bronze. Os porto-riquenhos chegam ao Rio em ótima fase. No Mundial da Dinamarca, no ano passado, o país ficou na 16ª posição, duas à frente do Brasil. Os Estados Unidos ficaram em 14º. O Canadá, uma ameaça em campeonatos mundiais e etapas de Copa do Mundo, não vem com seu melhor time. Os desfalques são as estrelas Brandon O’Neil e Kyle Shewfel. Cuba, por sua vez, trouxe ao Rio uma equipe renovada, com média de idade de 19 anos e com pouca experiência internacional. Todos são estreantes em Pans. O destaque é Geraldo Medina, de 20 anos, nas barras paralelas. A força de Cuba está no comando, com o técnico Felix Aguilera, dono de 11 medalhas pan-americanas, sendo cinco ouros, com destaque nas barras paralelas. Aguilera acredita que Cuba não tem chance de brigar por medalhas por equipes como na última edição. Aposta no Brasil. "Os brasileiros evoluíram muito. Hoje, são mais fortes porque ganharam experiência em etapas de Copa do Mundo e Mundial. Também têm muitos talentos à disposição. Antes, era um ou outro que se destacava", afirma o técnico cubano. Além de Diego, o Brasil tem uma nova geração de peso, com Victor Rosa, que esse ano foi prata na etapa da Copa do Mundo de Cottbus, na Alemanha, e Luiz Augusto (Guto), bronze na barra fixa na etapa de Ghent, na Bélgica. Também conta com o experiente Mosiah Rodrigues, o mais velho da equipe, com 25 anos, único representante do País na Olimpíada de Atenas, em 2004. CuidadoPara o técnico Renato Araújo, da equipe brasileira, o Brasil só precisa tomar cuidado com o cavalo com alças para chegar ao tão sonhado ouro. "O cavalo é comparado à trave do feminino. É o aparelho que decide", explica Araújo, que além de técnico da seleção, treina Diego no Flamengo há 11 anos. No treino de pódio, ensaio oficial diante dos árbitros, realizado na quinta-feira, Mosiah sofreu uma queda nesse aparelho. A vantagem dos brasileiros será a ordem que irá se apresentar nos seis aparelhos (solo, salto, cavalo com alças, argolas, barra fixa e barras paralelas). Começam pela barra fixa e solo, com provas fortes de Mosiah e Guto, na barra fixa, e Diego e Victor, no solo. FemininoNo feminino, as garotas também buscam o ouro inédito no conjunto. Lideradas por Daiane dos Santos, de 24 anos e que está no terceiro Pan da carreira, as garotas esperam melhorar o bronze obtido na última edição. "A gente veio para brigar pela prata ou ouro", acredita Daiane. Mas não terão um caminho fácil. Os Estados Unidos são favoritos. Além de Anastasia Liukin, campeã mundial na trave e paralelas e vice no individual geral, Shawn Johnson, de apenas 15 anos, é uma ginasta completa. Além de Daiane, a equipe brasileira é formada por Jade Barbosa, principal promessa do País, Laís Souza, Daniele Hypólito e as caçulas Khiuani Dias e Ana Claudia Trindade, de 15 anos.

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