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Ginástica rítmica conquista o tri

Com exibição empolgante e homenagem a Daniela Mercury, meninas brasileiras superam cubanas e canadenses

Eduardo Maluf, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2028 | 00h00

Daniela Leite, 19 anos. Tayanne Mantovanelli, 20. Luisa Matuso, 18. Marcela Menezes, 21. Nicole Muller, 18. E Natália Peixinho, 19. As seis garotas, sorridentes, charmosas e elegantes, garantiram ao Brasil o tricampeonato da ginástica rítmica por equipes, ontem, após exibição de alto nível. As meninas brilharam e não deram chances às cubanas e canadenses, que levaram para casa a prata e o bronze. A medalha será dividida com uma ilustre personagem brasileira: Daniela Mercury. "A apresentação da corda foi uma homenagem a Daniela Mercury, que é uma grande cantora e representa a mulher brasileira", explicou a técnica Monika Queiroz. O esporte é exclusivo para mulheres. E Daniela chegou a praticar ginástica na adolescência. A apresentação da equipe brasileira com base na corda, na quinta-feira, foi ilustrada com o som de uma mistura de sucessos da cantora baiana. Quando soube que suas músicas seriam utilizadas, Daniela deu palpites e assistiu a ensaios.O público, numa arena montada no Complexo do Riocentro, empurrou o time brasileiro e fez bonita festa. No fim, aplaudiram as estrelas de pé. Na saída, torcedores e amigos foram abraçá-las e comemoraram juntos a conquista. A vitória coroou dois anos de trabalho intensivo, após renovação no elenco - houve mudanças nas ginastas depois do ouro no Pan de Santo Domingo. "Tivemos de abrir mão da família, dos amigos e das nossas coisas para ir ao Espírito Santo (sede da equipe de ginástica rítmica)", contou Natália Peixinho, paulista de São Bernardo do Campo.As meninas disseram ter sentido a pressão de competir em casa antes da exibição. Eram favoritas, depois do ouro em Winnipeg, em 1999, e Santo Domingo, em 2003. Mas não decepcionaram. "Nosso ouro represente dois anos de treinamento e de dedicação", ressaltou Marcela Menezes. "Tivemos maturidade e concretizamos nosso sonho."PEQUIMAgora planejam vôos mais altos. O próximo desafio é fazer bom trabalho no pré-olímpico de setembro para assegurar vaga nos Jogos de Pequim. "Estamos no caminho certo", observou Tayanne Mantovanelli, a única remanscente do último Pan. "Se conseguirmos uma vaga e trabalharmos bem, temos chance de chegar à Olimpíada em condições de sermos competitivas."O País nunca teve sucesso em competições olímpicas. E pensar em medalha no ano que vem ainda é algo bem distante da realidade brasileira. Os países do Leste Europeu são muito fortes e costumam ficar com todos os lugares do pódio. Ainda estão a um abismo de distância dos países sul-americanos. Mas não custa sonhar. As garotas mostraram ontem persistência e determinação.

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