Ginástica volta foco para Pan-2007

Oleg Ostapenko já renovou contrato até a Olimpíada de Pequim/2008 e na volta ao centro de treinamento em Curitiba terá de selecionar, até o fim do ano, mais ginastas para a equipe brasileira permanente. O trabalho será focado nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro/2007 e nos próximos Jogos Olímpicos. O técnico ucraniano ouvirá, antes de mais nada, a decisão das garotas que hoje fazem parte da equipe - principalmente Daiane dos Santos, Camila Comin (que têm 21 anos) e Daniele Hypólito (que faz 20 em setembro), quanto a continuar, enfrentando o duro desafio de treinos diários e mais que puxados por mais quatro anos. Oleg tomou sua decisão ainda na etapa carioca da Copa do Mundo e seguirá à frente da comissão técnica na capital paranaense.Daiane já com o joelho direito recuperado da cirurgia feita há dois meses, disse que segue competindo para chegar à final da Copa do Mundo no solo, marcada para dezembro, em Birmingham, na Inglaterra. Daniele também garantiu que quer ir até Pequim. Camila vai pensar. A técnica Iryna Ilyashenko, aliás, lembra que as decisões terão de ser tomadas na volta ao Brasil, porque podem ser bem diferentes daqui, dentro da Olimpíada de Atenas. Eliane Martins, a chefe de equipe, acredita que as garotas já tenham sua definição "na cabeça".Gala - Nesta terça-feira, toda a equipe foi assistir à competição de gala da ginástica, que contou com apresentações da artística, com alguns dos medalhistas, da rítmica e também do trampolim. Estavam esperando dar uma passeada, pelo menos, nem que fosse "por perto", como comentou Laís Souza. Daiane falou novamente da vontade de continuar, mas lembrando que precisará ver se seu joelho irá agüentar.Segundo Eliane Martins, as mais novas, como Laís, Ana Paula Rodrigues, Caroline Molinari, Taís Silva e Merly de Jesus estarão na equipe para o próximo ciclo olímpico, enquanto as outras terão de decidir, pensar se manterão a motivação. "Até dezembro, a comissão técnica verá ginastas de vários Estados, como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, partindo de garotas com 12 anos. Temos de fazer treinos em conjunto em Curitiba, para selecionar que irá fazer parte da equipe permanente, quem tem condições", explicou a dirigente, para quem não existe um número fechado. "Quanto mais nomes, melhor. É uma questão de ter concorrência."

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