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Giovane e Maurício estão perto do bi

O Brasil está a uma vitória de conquistar o segundo ouro olímpico no vôlei. E dois jogadores podem fazer história alcançando essa marca: o ponta Giovane, de 33 anos, e o levantador Maurício, de 36. Ambos tiveram participação decisiva na gloriosa campanha de 1992, em Barcelona, e, 12 anos mais tarde, voltam a uma final de Olimpíada. Caso a seleção derrote a Itália, neste domingo, Giovane e Maurício entrarão no seleto grupo de bicampeões olímpicos do País, que tem apenas Adhemar Ferreira da Silva, Torben Grael, Marcelo Ferreira e Robert Scheidt. "Estar em uma Olimpíada é bom demais, em cinco, então, é melhor ainda. Ser bicampeão olímpico é coisa para poucos, tenho muita vontade de conseguir esse título", afirmou Maurício. "Não sei se mereço tanto." O levantador aposta numa vitória brasileira, mas bem apertada. "Acho que vai ser 3 a 2, os italianos estão jogando bem aqui em Atenas e são guerreiros", avisou. Maurício é meio ´travado´ e tem dificuldade para dividir suas experiências com o grupo. "Não há muito o que falar, todo mundo tem consciência da importância de se ganhar um ouro." Giovane, ao contrário, é extrovertido, brincalhão e adora contar as situações que viveu desde os 12 anos, quando começou a praticar vôlei. Neste sábado, por exemplo, bateu longo papo com os colegas e, no domingo, antes do início do confronto, deve se pronunciar novamente. "O Giovane tem papel importante como líder do grupo", contou o técnico Bernardinho. "Em Barcelona, ele era tão novo como vários atletas que estão aqui e pode ensinar bastante coisa." A dupla não é titular em Atenas, mas é importante carta na manga de Bernardinho. O treinador está a um passo de ter o trabalho de três anos recompensado. Louco por trabalho, não dorme desde o meio de semana para pensar nos adversários, assiste a vídeos de jogos, estuda tática e, nos poucos momentos de relaxamento, usa o tempo para ler. É visto, hoje, como um dos melhores profissionais do mundo. Para assegurar mais um título no currículo, conta com a excelente fase do levantador Ricardinho, que vem desconcertando os bloqueios rivais com movimentação e inteligência, com a força de Giba e com a boa fase do restante do time.

Agencia Estado,

28 Agosto 2004 | 17h46

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