Giovane vai casar, e Ricardinho será pai

Dezenas de torcedores aguardavam ansiosamente o desembarque da seleção brasileira masculina de vôlei nesta segunda-feira no Terminal 1 do Aeroporto de Cumbica. Em meio a tanta tietagem lá estavam as noivas e namoradas dos jogadores que estavam impacientes pela chegada deles."Eles estão demorando, não vejo a hora de dar os parabéns ao Giovane", disse a noiva Priscila Komninos, que antes de conhecer Giovane há um ano e meio não era fã do vôlei. Ao lado de Priscila estava a noiva de André Nascimento, Taís Carminatti. "Vamos passar uma semana em Floripa para matar a saudade", disse Taís. Na véspera de entrar na igreja, que ocorrerá na sexta-feira em Florianópolis, a noiva de Giovane, Priscila, contou que o nervosismo é maior que o tie-break tão acirrado. "Nossa nunca passei tanto nervoso, no 15º ponto do último set saí da sala e pensei em não voltar mais", falou. Depois do sufoco da final, Priscila pôde analisar com calma o momento feliz e especial pelo qual está passando. "Não tem presente de casamento melhor que este, tem?" Agora o casal vai ter tempo para matar a saudade e curtir a lua-de-mel no Taiti. "Não vou ficar mais longe dele, não. De lá embarco com ele para o Pan", adiantou. Ao desembarcar Giovane mal teve tempo de falar com a imprensa e fãs, saiu apressadamente com a noiva e o capitão da seleção Nalbert para um programa de televisão. "Estava com saudade desta receptividade do povo brasileiro, eles merecem este título", disse Giovane. E já faz planos para o Pan. "Tomara que a gente alcance mais este título." Para Nalbert cada vitória tem um sabor especial. "Nunca deixei de acreditar neste título. Foi o jogo mais disputado que já vi em toda história do voleibol. Vamos em busca agora do Pan, vamos trabalhar duro e vamos crescer ainda mais." Os jogadores terão uma semana de folga para matar a saudade de casa e descansar. O oposto Anderson é mais radical."Não quero pensar em vôlei nesta semana. Vou aproveitar para pescar e me divertir." Nem mesmo assistir à fita da final ou lembrar dos momentos difíceis do tie-break ele quer. "Vou deixar para analisar o jogo friamente depois. Estou 24 horas ligado na tomada a adrenalina não baixou ainda, preciso descansar a cabeça." Quem também não conseguiu se desligar foi o levantador Ricardinho. Além de comemorar o título e ter a segunda melhor colocação como jogador de sua posição ele estava ansioso para chegar ao Brasil porque nesta terça-feira acompanhará o nascimento de sua segunda filha. "Nesta terça vou sofrer mais uma vez, porque a expectativa de receber a minha filha é muito grande." Já que não conseguiu dormir Ricardinho aproveitou para refletir em sua carreira. "Foi difícil dormir no vôo. Depois desta liga mundial descobri que sou mais apaixonado por vôlei, estou muito feliz."

Agencia Estado,

14 de julho de 2003 | 23h13

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