Giovane x Suzano: mais briga na Justiça

Na briga judicial entre Giovane e Ecus Suzano, o clube admitiu, nesta quarta-feira, que acatará a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de pagar 13.º salário, férias e FGTS a que o jogador tem direito por contrato, referentes à temporada de 2002. Giovane fez parte do time do Wizard/Suzano, que venceu o Campeonato Paulista daquele ano. Ele trabalhou no clube durante sete meses. O Suzano, porém, não abre mão de acionar a Justiça pedindo que o ex-atleta pague R$ 80 mil de multa pela quebra de contrato. Moverá ação. Giovane, que havia sido contratado pelo Suzano em maio de 2002, recebeu proposta do Banespa/Mastercard poucos dias antes daquela Superliga. Acabou transferindo-se para a equipe gerenciada por Montanaro, mas não conseguiu a liberação para jogar e acabou indo para a Itália, onde atuou por quatro meses no Cuneo. Nem Giovane nem o Banespa pagaram qualquer multa rescisória pelo rompimento unilateral do contrato. O jogador chegou a oferecer R$ 50 mil na época para sair, mas o clube recusou. ?O Suzano queria receber os R$ 200 mil que ele já havia ganho. Esse dinheiro iria para o cofre, pois não teríamos mais tempo de contratar outro atleta porque o prazo de inscrição já havia encerrado?, declarou a advogada do clube, Paula Florentino de Barros Duque. ?Nossa maior vitória nesse processo ficou lá atrás, quando o Giovane não conseguiu atuar pela equipe adversária?, disse a advogada. ?Era um contrato amplo ? tinha cessão de direitos de imagem, com um valor adiantado de R$ 80 mil e parcelas mensais de R$ 25 mil. Ele não tinha contrato de trabalho porque era um prestador de serviços, dava nota fiscal. Sabemos que o clube errou por não o ter registrado?. Na época, o técnico Ricardo Navajas ainda fez proposta a Montanaro, do Banespa, para liberar Giovane em troca de Murilo. O Banespa não aceitou. E o clube nega veementemente compromisso com premiação ao atleta no Paulista.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2005 | 18h26

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