Arquivo/AE
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Globo e Record travam batalha por Olimpíada de 2016

Emissoras sabem da importância estratégica de ser detentora dos Jogos que podem ser disputados no Rio

Keila Jimenez, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2009 | 18h13

Alvo de uma disputa voraz entre Globo e Record, os direitos de transmissão da Olimpíada de 2016 - ainda sem cidade-sede - pode ficar com as duas emissoras. Corre nos bastidores da negociação que o Comitê Olímpico Internacional (COI), que anunciará sua decisão esta semana, deve dividir a transmissão entre as duas redes brasileiras interessadas. Melhor, entre as três. A Band também pode entrar no negócio, mas não como compradora direta do evento, e sim com os direitos repassados pela Globo, caso a rede dos Marinho consiga a transmissão. Seria uma forma de esvaziar mais ainda a transmissão da Record.

A briga por essa Olimpíada começou no final do ano passado. A estratégia da Globo era plantar que a concorrência não daria conta de um evento desse porte. Sem a Olimpíada de 2016, a emissora ficaria longe dos jogos olímpicos até 2020, pois já perdeu para a Record a transmissão do evento em Londres, em 2012. Já a Record alardeou que a Globo não teria crédito internacional para entrar na disputa.

Segundo fontes do mercado, cada uma das emissoras estaria disposta a desembolsar US$ 100 milhões pelos direitos exclusivos da Olimpíada de 2016. Se o pacote for dividido, esse valor cairá quase pela metade.

A divisão não é vista com bons olhos pelas emissoras, mas seria aceita por total falta de opção, pois nem Globo, nem Record quer correr o risco de ficar sem os jogos olímpicos. Procuradas, nenhuma das duas emissoras quis se manifestar sobre o assunto.

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