Gol de Luís Fabiano entra para a lista de polêmicas

Irregularidades vão desde o gol sem chuteira de Leônidas, em 38, até o marcado por Maradona com a mão em 86

Robson Morelli, enviado especial a Johannesburgo, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2010 | 00h00

O lance no qual Luís Fabiano domina a bola duas vezes com o braço antes de marcar o segundo gol do Brasil na vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim, jogo válido pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo da África do Sul, foi apenas mais um em uma lista de equívocos cometidos pelos juízes ao longo da história das Copas do Mundo.

Mesmo sem tocar na bola, são muitos os casos em que a arbitragem deu uma "mãozinha" para algumas equipes. No caso de Luís Fabiano, a conivência foi do francês Stephane Lannoy, que não observou os toques do brasileiro ? primeiro com o braço esquerdo, na disputa com o zagueiro marfinense, depois com o direito para ajeitar a bola.

Não observou? Cena curiosa foi registrada na sequência e deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. Quando voltava para o campo brasileiro, a fim de permitir o reinício do jogo, Luís Fabiano corria ao lado de Lannoy. O árbitro virou para o brasileiro e, com gestos claros, perguntava se o jogador havia usado o braço. Sem o menor constrangimento, o atacante apontava para o peito. "Disse para ele que "no"", divertiu-se Luís Fabiano após a partida, aliviado após livrar-se do incômodo jejum de gols que o perseguia desde a apresentação em Curitiba. "O primeiro toque foi sem querer, então pode. O segundo foi a mão santa."

História antiga. Alguns erros da arbitragem chamaram mais a atenção, ora por envolverem atletas brasileiros, ora por serem decisivos. Em 1938, o craque Leônidas da Silva marcou três vezes na vitória por 6 a 5 sobre a Polônia. Em um dos gols, estava sem o par de chuteiras, que tirara para que fosse consertado, pois "abrira o bico" e não havia sobressalente. Aliás, foi o lamaçal que impediu o árbitro de notar a violação à regra.

Em 1966, a Inglaterra organizou e venceu o Mundial. Mas o gol de Hurst, o terceiro dos ingleses na final diante da Alemanha, provoca discussões até hoje. A bola bateu no travessão e caiu sobre a linha do gol.

Em outro lance polêmico que entrou para a história, a Inglaterra foi vítima. Na Copa de 1986, no México, a Argentina venceu por 2 a 1 e foi à semifinal. Diego Maradona marcou os dois, um deles com mão, que ficou conhecido como "La mano de Dios".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.