Goleada deixa o Milan a um passo da classificação

Time italiano aplica 4 a 0 no Arsenal, no show de Ibrahimovic e Robinho, e fica muito perto das quartas de final

MILÃO, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h07

O Milan tem tudo para, dia 6, em Londres, quebrar o tabu de ser eliminado da Copa do Campeões por um time inglês, como ocorreu em 2008, 2010 e 2011. A impressionante goleada por 4 a 0, ontem, diante do Arsenal, no San Siro, em Milão, permite que seja derrotado no jogo de volta até por 3 a 0. Mesmo assim avançará para as quartas de final. É uma vantagem expressiva. O sueco Ibrahimovic foi o destaque da partida: fez um gol, de pênalti, e participou dos outros três, sendo dois de Robinho, autor de ótimo segundo tempo.

Com Pato no banco de reservas até os 38 do segundo tempo, depois de um mês parado para se recuperar de lesão muscular, o Milan entrou em campo com o moral alto. O elenco acompanhou o empate da Juventus com o Parma por 0 a 0, à tarde, o que garantiu ao Milan a liderança do Campeonato Italiano, 47 pontos contra 46 da Juventus.

Mas seu maior interesse, ontem, era responder à torcida que receava outro fracasso, em casa, na Copa dos Campeões, como foi nas três últimas ocasiões, também nas oitavas de final: diante do próprio Arsenal, em 2008, ao empatar em casa, 0 a 0, para o Manchester United, derrota no San Siro, por 3 s 2, e no ano passado nova derrota, 1 a 0 para o Tottenham.

E conseguiu corresponder às expectativas dos milaneses com folga. Apesar de um primeiro tempo não brilhante, os jogadores do técnico Massimiliano Allegri fizeram 2 a 0. Aos 15, Boateng recebeu pela meia direita, pelo alto, ótima bola de Nocerino. O atacante matou no peito e chutou antes de cair: lindo gol. Aos 38, o melhor da partida, Ibrahimovic, avançou pela esquerda e cruzou. Robinho, bem posicionado, marcou de cabeça. O Arsenal não construiu uma única ação de real perigo.

Quando se imaginava que no segundo tempo os ingleses iriam para cima dos italianos, tentar reduzir a vantagem estabelecida e, depois, decidir a classificação em casa, o Milan aproveitou-se muito bem dos maiores espaços deixados pelo adversário. Num ataque pela esquerda, Ibrahimovic, sempre ele, lançou Robinho na meia esquerda. O zagueiro Vermaelen, seu marcador, escorregou, deixando Robinho chutar sem ser bloqueado. Pancada forte, rasteira, no canto direito baixo de Szczesny: 3 a 0.

Até o técnico francês do Arsenal, Arsene Wenger, sentiu o golpe. Emocionalmente os ingleses estavam derrotados. Nas arquibancadas, lotadas, apesar do frio intenso, a torcida claramente já havia compreendido que a história, desta vez, seria bem distinta das três últimas participações do Milan no torneio: as quartas de final estão, agora, próximas.

A única jogada efetiva do Arsenal capaz de gerar um gol ocorreu aos 20 minutos do segundo tempo, quando o artilheiro do time, o holandês Robin van Persie, acertou belo chute, obrigando Abiatti a grande defesa. Como não seria justo Ibrahimovic não fazer o seu, aos 33 sofreu pênalti, duvidoso. O sueco cobrou com competência: 4 a 0. Festa completa em Milão.

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