Goleador no Santos, Borges nega viver sua melhor fase

Embora tenha encerrado o último Campeonato Brasileiro como maior artilheiro da competição, com 23 gols em 29 jogos disputados, e estar prestes a defender o Santos em um Mundial de Clubes da Fifa, o atacante Borges ainda se nega a eleger a sua atual fase como a melhor de sua carreira. Para o jogador, que encara o Kashiwa Reysol nesta quarta-feira pela semifinal da competição, ainda lhe falta o possível título no Japão para poder considerar este como o ano mais inesquecível da sua vida de atleta.

AE, Agência Estado

13 de dezembro de 2011 | 14h53

"Para ser sincero, não me sinto à vontade para dizer que é o melhor momento da minha carreira, não", afirmou Borges, em entrevista ao site da Fifa, lembrando que ainda não foi campeão pelo Santos - ele chegou ao clube apenas no início de junho, contratado junto ao Grêmio, e não pôde ser inscrito para defender a equipe na reta final da campanha da Copa Libertadores conquistada no mesmo mês. Antes disso, o clube faturou o Paulistão, também sem a presença do artilheiro.

"Claro que o ano tem sido maravilhoso. É sensacional ser artilheiro do Brasileirão e ter a chance de jogar o Mundial. Mas vivi um grande momento com o São Paulo em 2008, quando fui decisivo para uma equipe que foi campeã (do Campeonato Brasileiro). Quero poder falar isso do Santos, também: ser importante para a conquista deste título no Japão e, aí sim, dizer sem dúvidas que é a melhor fase da minha carreira. Porque o marcante, no fim, são os títulos", enfatizou.

No Santos, Borges vem reeditando o sucesso que teve ao lado do técnico Muricy Ramalho no São Paulo. Juntos, eles foram campeões brasileiros em 2007 e 2008, depois de já terem trabalhado juntos em 2004, no São Caetano. Agora, ele comemora o fato de reencontrar o seu melhor futebol justamente sob o comando do treinador. "Sempre que trabalhei com o Muricy ele gostou de usar essa minha característica de prender a bola no ataque. O fato de ele me conhecer bem facilitou a minha vida aqui (no Santos). Assim que cheguei, ele deixou claro para todos que eu era alguém que ele conhecia bem e que tinha tudo para dar certo", ressaltou.

Mas, se não reconhece esta como a sua melhor fase de sua carreira, Borges admite que o bom momento vivido no Santos garantiu a sua ida para a seleção brasileira. "Claro que a chegada ao Santos ampliou minha visibilidade e o reconhecimento que tenho", disse o jogador, que depois acrescentou: "E sei que isso não é fácil, ainda mais a esta altura da carreira: chegar à seleção e não ser contestado. Fiquei feliz que todos concordavam que merecia aquela chance. Tive um bate-papo muito legal com o Mano Menezes, que me deixou muito tranquilo para jogar. Foi o primeiro passo. Agora cabe a mim continuar marcando gols para ser lembrado (na seleção) em 2012".

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