Golfe: Dluhosch vence em Curitiba

Carlos Dluhosch, líder do ranking brasileiro, Júlio Azevedo, ambos do Paraná, e o gaúcho Ricardo Goes venceram hoje no Graciosa Country Club, em Curitiba, o 4.º Torneio Audi de Golfe. Os três completaram as duas voltas no campo de nove buracos com 67 tacadas, cinco abaixo do par. A competição, do tipo Pro-AM, reúniu 96 jogadores, sendo 24 profissionais e 72 amadores. Com o resultado, empate entre os três, cada golfista ficará com R$ 1.966, 67. Na competição por equipes, a do ator da Globo Humberto Martins, da minissérie Quinto dos Infernos, Fábio Ferreira, Roberto Pereira e do profissional Luiz Martins, de São Paulo, ficou em primeiro, com 54 tacadas (apenas o melhor resultado de cada jogador é computado). Na disputa individual, Fabiano dos Santos, de São Paulo, e Ricardo Mechereffe, do Paraná, obtiveram a terceira colocação, com 68 tacadas, quatro abaixo do par. Apenas uma tacada separou, portanto, os cinco primeiros, o que atesta o bom nível da disputa. O 4.º Torneio Audi prossegue amanhã e domingo com as competições amadoras. A Audi está oferecendo um modelo A3 novo para o golfista que fizer um "hole in one", acertar o buraco na primeira tacada. Hoje ninguém conseguiu. Carlos Dluhosh comentou hoje o crescimento do interesse pelo golfe no Brasil e as dificuldades de se viver desse esporte ainda no País. "Sou profissional há 19 anos e agora vejo o golfe tomando pulso por aqui. Há até empresas patrocinando jogadores no Brasil, como o meu caso (Handle Cook), e nos circuitos internacionais." Será a partir dessa experiência com o melhor golfe do mundo que os brasileiros poderão ter um golfista capaz de fazer sucesso no PGA, o campeonato profissional norte-americano, o mais importante do mundo, explica Dluhosh. Rafael Navarra, na Senior da PGA, e Guilherme Arantes, aspirante da PGA. "Vários esportistas renomados têm praticado o golfe, o que está colaborando para torná-lo mais popular", diz o líder do ranking. "O Guga, o Rubens Barrichello, Ronaldinho, todos já disseram que a concentração que o golfe exige, dentre outros requisitos, os ajuda a aprimorar a forma técnica e psicológica em seus esportes." Muitos pilotos de Fórmula 1 praticam o golfe. O que falta agora no Brasil para que decole de vez como uma atividade mais popular é a criação de campos públicos. "Em São Paulo já existe (Golf Center)." Esses campos romperiam o preconceito de que o golfe é um esporte elitista, argumenta o vencedor hoje em Curitiba. "O investimento inicial para começar a se jogar pode mesmo ser um pouco alto, já que um jogo de tacos custa US$ 500, mas ele dura por 10 anos." A outra despesa do praticante é o pagamento do uso do campo, que no caso de ser público é baixo. "O golfe é desafiador e uma vez a pessoa iniciando-se nele dificilmente o abandona. Um adolescente pode jogar com uma pessoa de mais de 60 anos, o golfe permite essa competição."

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