Governo britânico critica ameaça de greve na Olimpíada

Uma ameaça do sindicato mais poderoso da Grã-Bretanha de realizar greves durante os Jogos Olímpicos de Londres foi duramente criticada nesta quarta-feira pelo primeiro-ministro David Cameron, que a classificou como "inaceitável e antipatriótica".

AE-AP, Agência Estado

29 de fevereiro de 2012 | 15h18

Len McCluskey, líder do sindicato Unite, insinuou que seus membros podem realizar paralisações durante a Olimpíada para protestar contra as medidas de austeridade do governo conservador. O sindicato disse representar 200 mil trabalhadores do setor público.

"É completamente inaceitável e antipatriótico o que ele propõe", disse Steve Field, porta-voz de Cameron. "A maioria das pessoas neste país, incluindo membros desse sindicato, pensam que a Olimpíada é uma grande ocasião para o país e não querem que aconteça nada que possa atrapalhá-la".

McCluskey disse ao jornal The Guardian que não havia planos concretos para ações durante a Olimpíada, mas que qualquer atividade poderia "definitivamente" incluir greves. "Eu penso que os sindicatos, e a comunidade em geral, têm o direito de sair e protestar", disse o líder sindical. "Se a Olimpíada nos dá uma oportunidade, então isso é exatamente o que deveríamos estar considerando".

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