Governo busca parceria para Itaquerão

O governo do Estado de São Paulo procura parceiros para bancar as arquibancadas provisórias do Itaquerão. O custo estimado é de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões. A instalação do equipamento é fundamental para o estádio passar de 48 mil para 68 mil lugares, exigência da Fifa para abrigar o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2011 | 03h05

Caso não consiga participação da iniciativa privada, o governo estadual assegura que bancará a arquibancada provisória.

Ao Estado, o Comitê Paulista da Copa admitiu em nota que "a participação da iniciativa privada é muito bem-vinda", e que isso "resultaria em desonerar os cofres públicos." O Corinthians mantém a postura de que não pagará pela ampliação, apesar de o valor ser pequeno perto de uma obra que terá custo próximo a R$ 1 bilhão.

A engenharia financeira do Itaquerão foi feita em duas partes: R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES, específico para a construção de estádios para a Copa no Brasil, e R$ 420 milhões da lei de incentivo da Prefeitura de São Paulo para a região onde a arena corintiana vai ser erguida.

O prazo para pedir o financiamento ao BNDES termina dia 30. O Corinthians garante que cumprirá a data limite e que está terminando de fechar um acordo com um banco intermediário, que vai receber o dinheiro do BNDES e repassar ao clube.

"Estamos negociando com dois bancos", disse o diretor de marketing Corinthians, Luis Paulo Rosenberg. "Posso economizar até R$ 5 milhões (em juros) escolhendo o banco certo."

Um fundo imobiliário ainda será criado para gerenciar a equação financeira do Itaquerão. Ele será formado pelo Corinthians, Odebrecht e o banco intermediador. / VÍTOR MARQUES

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