Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Governo de SP inicia concessão para gestão do CT Paralímpico Brasileiro

Local é o principal legado dos Jogos Paralímpicos do Rio, abriga 15 modalidades e custou R$ 281 milhões

Estadao Conteudo

27 de julho de 2017 | 14h02

Três dias depois de lançar a concessão do Complexo Desportivo do Ibirapuera, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fez nesta quinta-feira o chamamento público para gestão do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro por cinco anos. Com 95 mil m² de área construída e localizado às margens da Rodovia dos Imigrantes, o espaço foi inaugurado no ano passado.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi o responsável pela administração do espaço após a abertura e agora o governo estadual fez o chamamento público em busca de interessados em assumir a gestão do espaço.

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro é considerado o principal legado dos Jogos Paralímpicos do Rio para a infraestrutura dos esportes adaptados no País. A instalação conta com espaços para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções. O espaço abriga 15 modalidades e custou R$ 281 milhões. Também foram investidos mais R$ 24 milhões em equipamentos.

O chamamento público feito por Alckmin nesta quinta-feira prevê apenas a administração do Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro. No caso do Complexo Desportivo do Ibirapuera, o plano de concessão à iniciativa privada é mais amplo e inclui a criação de espaço para 20 mil pessoas e modernização do ginásio em um prazo de três anos ao custo de R$ 230 milhões.

O lançamento do chamamento público para gestão do CT Paralímpico Brasileiro ocorreu durante a abertura dos Jogos Paralímpicos Universitários de 2017 e contou com a presença de atletas que participaram do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Londres.

A próxima edição dos Jogos Paralímpicos Universitários acontecerá entre esta sexta-feira e o sábado e contará com cerca de 200 competidores de seis modalidades (atletismo, bocha, judô, natação, parabadminton e tênis de mesa) de universidades de 20 estados e do Distrito Federal.

Uma das inscritas é Evelyn de Oliveira, da bocha. A atleta da classe BC3 foi medalhista de ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, ao lado de Evani Calado e Antônio Leme. Em sua segunda participação nos Jogos Universitários, Evelyn quer repetir o desempenho de 2016, quando foi campeã. "Tenho a experiência de que essa medalha de ouro do Rio trouxe, mas todo mundo quer ganhar. Como não sou diferente, vou jogar tudo que sei", comentou Evelyn, diagnosticada com atrofia muscular espinhal, que compromete os movimentos dos membros inferiores e limita os movimentos dos membros superiores.

A presença de competidores conhecidos e vitoriosos deixa a competição mais interessante, segundo o vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ivaldo Brandão. "Os Jogos vieram para ocupar esse espaço entre o esporte escolar e o alto rendimento. A presença dos mais experientes também deixará as disputas melhores, fazendo com que todos eles deem o máximo de seus rendimentos e se desenvolvam nas modalidades", observou.

 

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