Governo do Rio promete entregar Maracanãzinho em maio

Para tentar acabar com a descrença quanto ao término das obras no Ginásio do Maracanãzinho, sede das disputas de vôlei nos Jogos Pan-Americanos do Rio, o governo estadual apresentou nesta segunda-feira o projeto final da reforma, prevista para ficar pronta em maio. A explicação veio acompanhada de um novo custo para o Complexo do Maracanã, dotado do ginásio, do estádio e do Parque Aquático Júlio Delamare: R$ 252 milhões - um acréscimo de R$ 20 milhões à última estimativa. Destes, R$ 92 milhões serão consumidos na reforma do ginásio, que deve ser o mais moderno da América Latina, dotado de cobertura retrátil, aparelho de ar-condicionado central e placares eletrônicos. ?As zebras que podiam acontecer, as interrogações, agora estão todas resolvidas. Tudo o que precisava foi comprado e terminaremos no final de maio?, afirmou o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), Ícaro Moreno Júnior. Apesar dos principais obstáculos terem sido superados, ele admitiu ainda estar encontrando alguns problemas para terminar os 15% de obras estruturais restantes, ?mas nada que atrase o andamento da reforma?. Uma das principais atrações do novo Maracanãzinho será o teto retrátil, que utilizará ventilação e luz naturais. E para poder usufruir deste benefício, 40 toneladas de concreto foram removidas dos buracos do teto, tapados na década de 70 devido a problemas de iluminação. De acordo com o presidente da Emop, a desobstrução do teto, inclusive, devolve ao ginásio a sua arquitetura original. A cinco meses do início dos Jogos, o governo estadual chegou à conclusão de que alçar o Maracanãzinho à categoria de um dos mais modernos ginásios do mundo consumirá R$ 92 milhões, um valor R$ 5 milhões acima da última previsão, feita no final de 2006. Dentre os itens de maior custo está o ar-condicionado, R$ 13 milhões, além dos cinco placares eletrônicos, onde se destaca o tetraédrico, em forma de cubo, com quatro lados, como os da NBA, que vale R$ 9 milhões. Em 2003, quando o projeto para a recuperação do local à competição internacional foi lançado, o montante a ser empregado nas obras seria de apenas R$ 17,9 milhões. Com a reforma, o Maracanãzinho terá sua capacidade reduzida de 13.163 torcedores para 12.300. E, para assegurar que o novo cronograma seja cumprido, 1.800 operários estão distribuídos por todo o complexo. Destes, 800 foram alocados no ginásio (600 durante o dia e 200 no turno da noite). ?Começamos a colocar a cúpula, iniciamos a urbanização e, em 20 dias, começaremos as instalações acústicas?, disse o presidente da Emop. ?E também trabalharemos na colocação do fechamento ao redor do ginásio, que fará ele parecer um disco voador.?HomenagemDepois do Estádio João Havelange, a prefeitura do Rio e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) resolveram homenagear a nadadora Maria Lenk e dar o seu nome ao Parque Aquático do Autódromo de Jacarepaguá, construído para a disputa dos Jogos Pan-Americanos. No local, ocorrerão as provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais. Aos 17 anos, a paulista Maria Lenk foi a primeira mulher brasileira e da América do Sul a competir em uma edição de jogos olímpicos: em Los Angeles (1932). Na ocasião, disputou as provas de 100m nado livre, 100m costas e 200m peito. Dez anos depois, ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil, hoje a Universidade Federal do Rio de Janeiro. No último dia 15 de janeiro, completou 92 anos e ainda é dona de várias marcas mundiais de masters.

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