Governo libera verba extra para Vila Olímpica de Londres

Valor destinado é o equivalente a US$ 167 milhões; crise do petróleo pode provocar grande déficit no projeto

Avril Ormsby, Reuters

15 de outubro de 2008 | 21h34

O governo britânico liberou na quarta-feira 95 milhões de libras adicionais (US$ 167 milhões) para evitar atrasos nas obras da Vila Olímpica de Londres 2012. Dirigentes olímpicos alertaram na semana passada que a crise do crédito poderia provocar um déficit de 250 milhões de libras no projeto, uma parceria público-privada. A ODA, órgão responsável pelas construções dos Jogos de Londres, recebeu um pagamento parcial do fundo de contingência do governo, que tem um montante de 2,7 bilhões de libras. A incorporadora australiana Lend Lease admitiu em junho que havia atrasos na liberação do financiamento, mas que as negociações deveriam terminar até o fim do ano. Em nota, a ODA disse manter as discussões sobre o financiamento de longo prazo, apesar do "dificílimo ambiente econômico". "Vamos informar sobre o progresso nas próximas semanas e meses", diz o texto. A desaceleração econômica também afetou o número de apartamentos planejados para depois dos Jogos. Com a queda no preço das moradias, que poderia ameaçar a recuperação do dinheiro investido na Vila Olímpica, o número de apartamentos a serem vendidos caiu de 4.200 para cerca de 3.000. O governo pode ainda fornecer mais verbas de contingência por entender que o contribuinte tem interesse significativo na ampliação do mercado imobiliário. Para economizar verbas, o governo também cogita transferir as instalações temporárias para o badminton e a ginástica rítmica para um local permanente. Já estava decidido que a esgrima iria compartilhar instalações, e as arenas temporárias para o tiro, o basquete e o hipismo também estão sob revisão. "Claramente, no atual clima econômico é prudente examinar nossas instalações temporárias para ver quais outras alternativas podem existir usando estruturas permanentes", disse um porta-voz da ODA. "Nenhuma decisão foi tomada, e de forma alguma é definitivo que esses esportes tenham de se mudar. Mas, no atual clima econômico, examinar todas as opções é a coisa sensível a fazer."

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