Maxim Shemetov / Reuters
Maxim Shemetov / Reuters

Governo russo diz que precisa analisar punição do COI antes de tomar medidas

País foi banido dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018

Estadão Conteúdo

06 de dezembro de 2017 | 10h22

O Kremlin analisará a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de vetar a presença da Rússia nos Jogos de Inverno de Pyeongchang antes de tomar qualquer decisão envolvendo a participação do país no evento, disse, nesta quarta-feira, um porta-voz do presidente Vladimir Putin.

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"Devemos colocar as emoções de lado" e "fazer uma análise séria" da decisão antes de tomar qualquer medida, disse Dmitry Peskov. Ele também declarou que a Rússia "ainda precisa responder a algumas perguntas" do COI.

Perguntado se as autoridades russas que foram impedidas de participar da Olimpíada de Inverno seriam penalizadas ou demitidas, Peskov insistiu que esse assunto não é uma prioridade e que "proteger os interesses dos nossos atletas" é o mais importante.

Antes da manifestação do governo, os legisladores russos culparam as autoridades esportivas do país por não terem feito o suficiente para evitar a punição do COI. A investigação do organismo olímpico concluiu que membros do governo russo fizeram parte de um esquema para uso de doping nos Jogos de Sochi em 2014.

O Kremlin negou veementemente a existência de um programa de doping patrocinado pelo governo. Konstantin Kosachev, presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da câmara alta do parlamento russo, disse que a decisão do COI é "claramente parte da política do Ocidente para restringir a Rússia", mas também insistiu que as autoridades esportivas locais são culpadas e "devem assumir a responsabilidade pessoal" por deixar isso acontecer.

O vice-presidente da comissão de procedimentos do Conselho da Federação, Vladimir Poletayev, foi ainda mais longe e pediu a saída dos principais dirigentes esportivos do país. "Todas as nossas autoridades esportivas, inclusive as do Comitê Olímpico da Rússia, deveriam ser responsabilizadas pela punição da Rússia e deveriam pedir demissão", disse.

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