Governo volta a convocar soldados; são mais 1.200

É a segunda chamada de emergência, depois do fracasso da empresa G4S de recrutar voluntários para a segurança

AMANDA ROMANELLI , ENVIADA ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h07

A três dias da cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres, o governo britânico anunciou que 1,2 mil homens de seu exército, que foram colocados de sobreaviso no fim da semana, passarão a trabalhar no esquema de segurança dos Jogos. "Este é o maior evento que já aconteceu na história do nosso país e não queremos correr qualquer risco", afirmou Paul Deighton, chefe executivo do Comitê Organizador.

É a segunda convocação de emergência que mobiliza as forças armadas do país. Há dez dias, 3,5 mil soldados já haviam sido chamados para integrar o sistema. Naquele momento, o Comitê Organizador viveu o maior escândalo de sua trajetória, ao reconhecer que a empresa G4S, contratada para treinar civis e colocá-los em condições de atuar na segurança do evento, não conseguiria cumprir o contrato. No acordo, a G4S deveria recrutar 10,4 mil pessoas, mas falhou.

De acordo com Deighton, a G4S tem conseguido aumentar o número de pessoas treinadas e o contingente de civis deve chegar a 7 mil. Mas o dirigente também deixou claro que o governo britânico tem duvidado do nível de treinamento dado aos contratados. "Por isso, queremos substituir essa força de trabalho temporária por militares devidamente treinados." A decisão, contudo, foi tomada sem que houvesse algum problema grave em decorrência da má execução do trabalho da G4S, disse Deighton.

Os homens do exército têm sido colocados especialmente na vigilância do Parque Olímpico. São eles que controlam a entrada e saída de atletas, oficiais de equipes e jornalistas, realizando revista e passagem de equipamentos e bagagens pelo raio X. Os funcionários da G4S realizam funções secundárias, como o controle de passagem e análise das credenciais.

Com a proximidade da cerimônia de abertura, sexta-feira das 17 horas às 20h30 (horário de Brasília), os organizadores se preocupam com outro problema: as filas. E, para evitar o desconforto, o pedido parece não fazer sentido. "Queremos que as pessoas não cheguem cedo demais. As filas só existem porque as pessoas se aglomeram em lugares que ainda não foram abertos." A organização diz garantir o acesso de 400 pessoas por hora em seus pontos de checagem. "É uma média muito alta, que nos dá confiança de que as filas serão curtas", disse Paul Deighton.

Londres também tem passado por problemas no transporte, com paralisações de trens e metrôs, e até uma greve de taxistas. "Nós temos um sistema de transporte público bastante complexo e algumas coisas podem dar errado", afirmou Justine Greening, secretária de Transporte.

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