GP Brasil, nova chance de índice olímpico

Um lugar na delegação que vai aos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto, é o objetivo de grande parte dos atletas brasileiros. O Grand Prix Brasil de Atletismo, neste domingo, será mais uma oportunidade para alguns deles, como é o caso de Hudson Santos de Souza, nos 1.500 m, Sanderlei Parrela, nos 400 m, Fabiano Peçanha, nos 800 m, tentarem obter as marcas exigidas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O GP será na pista do estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, a partir das 10 horas (com TV Globo).O GP, que integra o calendário oficial de provas da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf), terá 200 atletas, de 34 países, em 15 provas, iniciando com 100 m rasos, masculino, e fechando, às 12 horas, com o revezamento 4 x 100 m."Cumprimos os requisitos exigidos pela Iaaf"", explicou Agberto Guimarães, justificando um meeting sem a presença de estrelas, mas com quatro atletas por prova entre os 50 melhores do ranking. A principal estrela do Brasil será o triplista Jadel Gregório, medalha de prata no Mundial Indoor de Busapeste, em março. "Acho que os 400 m masculino e os 100 m com barreiras feminino serão as provas de melhor nível técnico", completa Agberto.Nos 400 m, Sanderlei Parrela, medalha de prata no Mundial de Sevilha (1999), que tenta o índice (45s55) após sofrer seguidas lesões, terá como rival Davian Clarke, da Jamaica, 11º do ranking. A expectativa do técnico Luiz Alberto de Oliveira é de que Sanderlei corra em uma raia que o favoreça. "Está adquirindo ritmo", justifica.A mulher de Sanderlei, Gilvaneide Parrela, correrá os 100 m com barreiras, com Lacena Golding-Clarke, da Jamaica, e a brasileira Maíla Machado, que já está classificada para a Olimpíada.Osmar Barbosa dos Santos, de 35 anos, que também é dono do índice olímpico nos 800 m, está em boa forma e pode correr novamente abaixo do tempo exigido (1m46s00), ajudando o desempenho de Fabiano Peçanha, de 21 anos, que ainda não tem vaga em Atenas. "Os 800 metros não têm nenhum grande destaque, mas será uma prova homogênea", aposta Agberto.Osmar, que recebe uma ajuda do Programa de Apoio a Atletas da CBAt, apoiado pela Caixa Econômica Federal, está sem clube. "É o único finalista do Mundial (de Paris, no ano passado), sem clube", afirma Luiz Alberto.O bicampeão pan-americano Hudson Santos de Souza também vai correr pelo índice nos 1.500 m (3m36s20). "Se não conseguir, fará na Europa. Estou tranquilo", disse Luiz Alberto, que também treina o fundista. O prazo final dado pela CBAt para que os atletas façam os índices é 11 de julho.

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