Grandes craques se tornaram Bad Boys

A imaturidade que Neymar e Lucas demonstram dentro de campo são normais no início da carreira. Há a sombra, porém, deixadas por outras promessas do futebol brasileiro, que acabaram mais lembrados por atos de irresponsabilidade do que pela reconhecida habilidade com a bola.

, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2011 | 00h00

No futebol atual, o maior exemplo de "Bad Boy" é o meia Carlos Alberto, do Grêmio. Constantemente elogiado pelo badalado técnico português José Mourinho, com quem trabalhou na conquista da Copa dos Campeões e do Mundial de Clubes, em 2004, o jogador não consegue permanecer no mesmo clube por muito tempo. Já passou também por Fluminense, Corinthians, Botafogo, São Paulo, Vasco, além do alemão Werder Bremen. Na maioria dos casos, as polêmicas ofuscaram os momentos de genialidade.

Mas Carlos Alberto é apenas um dos inúmeros exemplos de jogadores que ratificaram o ditado de que "pau que nasce torto nunca se endireita". A capacidade de Edmundo, ex-Palmeiras e Vasco, jamais foi contestada, assim como o poder de criar problemas. Treinadores, companheiros de equipe, adversários, jornalistas e torcedores foram alguns dos alvos do craque da camisa 7 durante sua carreira.

Outro que teve o desempenho em campo prejudicado pela falta de equilíbrio foi o meia Djalminha, que começou a carreira no Flamengo, mas ganhou notoriedade no Guarani e Palmeiras antes de ir para a Espanha, onde atuou pelo Deportivo La Coruña. Djalminha perdeu a chance de atuar na Copa do Mundo de 2002, na Ásia, em que o Brasil conquistou o penta, depois de acertar uma cabeçada no técnico Javier Irureta, durante um treinamento do La Coruña.

Na Europa. Fora do País, um grande exemplo de Bad Boy é o britânico Paul Gascoigne, destaque da seleção inglesa na Copa de 1990, na Itália. Briguento, Gazza assumiu em 2004 ser alcoólatra, doença com a qual trava grande batalha. Até hoje, o nome do ex-jogador de 43 anos persiste em manchetes devido aos problemas em que se envolve nos pubs ingleses. Wayne Rooney, do Manchester, terá de se cuidar para não seguir pelo mesmo caminho. A Coca-Cola, que patrocinava o atacante, não renovou contrato após seu envolvimento em um escândalo com prostitutas inglesas.

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