Andre Lessa/Ae - 30/3/2011
Andre Lessa/Ae - 30/3/2011

Grandes desdenham da rodada final

Classificados e sem grandes vantagens em jogo, Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians poupam titulares. Só há uma vaga em disputa pelas quartas

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

O Campeonato Paulista chega ao fim da primeira fase e, depois de 18 partidas - algumas emocionantes, a maioria nem tanto -, os grandes clubes do Estado desdenham da vantagem que vão levar para as fases de mata-mata. Palmeiras e São Paulo, que disputam a liderança e a possibilidade de decidir em casa até a final, vão escalar reservas na rodada derradeira. Deixam o Estadual em segundo plano, preocupados em se preservar para confrontos da Copa do Brasil, no meio de semana, o caminho mais curto para a Taça Libertadores, ambição de todas as equipes do continente.

"Como não temos casa, ficar em primeiro ou segundo não vai mudar em nada para o nosso time", diz o técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras. Como o Palestra Itália está sendo reconstruído, o time pretende mandar os jogos decisivos no Pacaembu, embora tenha conquistado a liderança da competição atuando no Estádio do Canindé.

O São Paulo não fica atrás no desinteresse. "Pra mim, o Pacaembu é neutro, assim como o Morumbi. Ninguém tem casa. Só a Vila Belmiro talvez dê alguma vantagem para o Santos", confirma o técnico Paulo César Carpegiani, desdenhando sobre disputar a final no seu estádio ou no de algum adversário. Nas quartas de final, o palco pode ser o Morumbi (o time vai tentar um recurso contra a punição de perda de mando), assim como nas semifinais.

Hoje o jogo contra o Oeste é no Estádio Romildo Ferreira, em Mogi-Mirim, já que o clube perdeu mando de campo por causa de tumultos no clássico com o Corinthians (vitória por 2 a 1), no dia 27 de março, na Arena Barueri. "Tem de ser estudado o regulamento. Esta é uma fórmula terrível para todo mundo", reclama Carpegiani. "Os times jogam 19 vezes para ter apenas um mando de campo. E num jogo só podem ser eliminados. O formato do Campeonato Carioca deveria ser copiado." No Estadual do Rio, os times disputam dois torneios curtos, com semifinais e finais. Se um time vencer os dois - a Taça Guanabara e a Taça Rio - sagra-se campeão.

É tarde demais para o Santos valorizar o mando de campo da semifinal. Quarto colocado na classificação, o máximo que o time de Muricy Ramalho pode fazer é disputar o terceiro posto com o Corinthians, o que teria pouco resultado prático nas decisões. Resta ao técnico poupar Neymar, Ganso e companhia contra o Paulista. Ajusta o foco para a decisão da Taça Libertadores, na quarta-feira, quando uma vitória contra o fraco Deportivo Táchira, da Venezuela, garante vaga às oitavas de final.

O Corinthians não tem competição paralela a disputar, mas a impossibilidade de brigar por algo melhor - Palmeiras e São Paulo estão seis e cinco pontos adiante, respectivamente - faz o técnico Tite poupar os titulares. Chance para os reservas mostrarem serviço contra o Santo André.

A briga que vale. A única decisão mesmo da monótona rodada final do Paulista está no fim da zona de classificação às quartas de final e no pé da tabela, na temida zona de rebaixamento. São Caetano, Paulista, Portuguesa e Americana disputam a última vaga na próxima fase. O time do ABC tem a tarefa mais fácil: se vencer o Linense, ameaçado pela degola, em casa, passa adiante. O Paulista depende de tropeço do rival e vitória ante o Santos, na Vila. Portuguesa torce contra os dois e precisa bater o São Bernardo, também lutando contra o rebaixamento, no Canindé. O Americana depende do resultado dos três jogos e de vitória sua diante do já rebaixado Prudente.

No pé da tabela, o Bragantino, que enfrenta o Mogi Mirim, o Botafogo - pega o Mirassol - e Noroeste e Ituano, que fazem embate direto, disputam a permanência na Série A1.

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