Grandes vão ganhar 35% mais que em 2010

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos levarão R$ 9,5 milhões cada. Os outros 16 receberão R$ 1,8 milhão

Anelso Paixão, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

Disputar o próximo Campeonato Paulista será um grande negócio para os 20 clubes da Série A1. Os quatro grandes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) receberão nada menos que R$ 9,5 milhões - 35% a mais do que em 2010, quando levaram R$ 7 milhões. Os outros 16, incluindo os quatro que acabaram de subir da Série A2 (Linense, São Bernardo, Noroeste e Guaratinguetá, que virou Americana), vão ficar com R$ 1,8 milhão cada. Serão quatro cotas mensais. A competição vai de 16 de janeiro a 15 de maio, com a inclusão da fase de mata-mata desde as quartas de final, envolvendo os oito melhores da etapa de classificação.

Haverá ainda premiação de R$ 2,5 milhões para o campeão, R$ 600 mil para o vice, R$ 100 mil de 3.º a 8.º lugares, R$ 250 mil para o campeão do interior, R$ 100 mil para o vice e R$ 50 mil ao 3.º e 4.º colocados, sem contar R$ 350 mil a serem distribuídos ao três melhores trios de arbitragem - R$ 200 mil ao 1.º, R$ 100 mil ao 2.º e R% 50 mil ao 3.º.

No total, a TV Globo vai investir R$ 100 milhões pelo direito de transmitir todas as partidas. Serão duas para a TV aberta por rodada, duas para o SporTV e duas para o pay-per-view.

A única reclamação dos pequenos está na cota única de R$ 1,8 milhão. Eles alegam que deveria haver, no mínimo, uma outra faixa entre os clubes, premiando aqueles que estão há mais tempo na Série A1 e representam o futebol paulista em competições nacionais no segundo semestre, casos de Portuguesa, Ponte Preta, São Caetano, Santo André e Bragantino. "Não é justo que estes clubes recebam a mesma quantia daqueles que acabaram de subir. Quanto eu vim da Série A2, também não achei certo levar o mesmo valor destes clubes e continuo pensando assim", diz o proprietário do Grêmio Prudente, ex-Grêmio Barueri, Walter Jorquera Sanches. "Foi comentado também que os clubes com estádio particular receberiam mais R$ 100 mil, como forma de ajudar a pagar os gastos, mas isso também não foi aprovado."

O presidente do Bragantino, Marco Antonio Abi Chedid, defende que deveria haver um ranking no futebol paulista, que serviria para a divisão de cotas de TV e para definir os representantes estaduais em competições nacionais. "Também não é justo um clube ser beneficiado porque fez uma única boa temporada. O certo seria ter pontos por participação nas Séries A1, A2 e A3, pontos por colocação alcançada e assim por diante. A cada ano, os clubes saberiam que posição ocupam no ranking", afirma o dirigente, que criticou o comportamento dos demais "cartolas" na reunião do Conselho Arbitral. "O problema é que ninguém abre a boca na hora da reunião e alguns presidentes nem sequer comparecem, preferem enviar representantes."

Assim, com o pacote pronto que a Federação Paulista de Futebol (FPF) prepara, os clubes apenas levantam a mão para aprovar ou não o formato e os valores que receberão. "E os valores são muito bons", faz questão de destacar Chedid. "Para um clube que só vai disputar o Estadual no ano, você pegar R$ 1,8 milhão bruto, que significa cerca de R$ 1,5 milhão líquido, dá para pagar salários de R$ 40 mil para jogador. É por isso que alguns fazem uma campanha tão boa no Paulista. A gente que tem de montar um time para o ano todo, sofre com isso", completa o dirigente.

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