Greene iguala marca de Carl Lewis

Se na década passada o velocista mais cultuado do mundo foi o norte-americano Carl Lewis, não resta dúvida de que o substituto nos anos 90 é seu compatriota Maurice Green. Hoje, na final dos 100 m do Mundial de Atletismo, em Edmonton, Canadá, o atleta conquistou seu terceiro título consecutivo, igualando a marca de Lewis. O tempo foi de 9s82, melhor marca do ano mas inferior ao recorde mundial, dele mesmo (9s79). No quadro de medalhas, os Estados Unidos somaram também uma de prata (Tim Montgomery, com 9s85) e uma de bronze (Bernard Williams, com 9s94). A final não foi disputada pelo jamaicano naturalizado canadense Donovan Bailey, que aproveitou a ocasião para anunciar sua aposentadoria. Eliminado nas semifinais com um sexto lugar na primeira série (10s33, longe dos 10s01 do vencedor Maurice Greene), o velocista de 33 anos admitiu que esta era sua última competição. "É isso, chega de corridas. Não queria parar sem pelo menos disputar a final. Corri mal, mas dei tudo que tinha. Sem dúvida, foi minha última corrida", disse Bailey. Campeão mundial em 95 e olímpico em 96, ele rompeu o tendão de Aquiles em 98. Depois de operá-lo, voltou a correr. Mas nunca teve o mesmo rendimento. O brasileiro Cláudio Roberto Souza nem chegou à semifinal. Na eliminatória, enfrentando a dura concorrência de Maurice Greene, Ato Boldon e Donovan Bailey, ficou em quarto lugar, com 10s26. Terça-feira, os 400 - Outras quatro finais serão disputadas terça-feira. No feminino, lançamento do dardo e salto com vara. No masculino, salto triplo e 400 m, prova na qual a ausência do norte-americano Michael Johnson faz com que não haja favoritos. E que não terá também o brasileiro Anderson Oliveira dos Santos, eliminado ontem. No salto triplo, o brasileiro Jadel Gregório também não passou pela eliminatória. O salto com vara feminino, prova criada recentemente e cujos recordes, por isso mesmo, estão sendo batidos constantemente, tem chamado cada vez mais atenção. A grande favorita é a norte-americana Stacey Dragila, que possui 15 recordes mundiais. Ela e a chinesa Shuying Gao foram as únicas que não derrubaram a vara nenhuma vez nas eliminatórias. Nos 5.000 m, prova cuja eliminatória será disputada quinta-feira, está confirmada a participação da russa Olga Yegorova, já que a IAAF (Federação Internacional de Atletismo) resolveu mesmo perdoá-la pelo doping positivo (hormônio EPO, ou eritropoietina), alegando que o resultado, referente ao Meeting de Paris, no início de julho, era falso. A romena Gabriela Szabo, que desde antes do início do Mundial ameaçava não correr caso Yegorova estivesse na pista, mudou o discurso. Disse que primeiro vai participar dos 1.500 m (semifinais amanhã e final terça-feira) para decidir se participa dos 5.000 m. "Se quer correr ou não, é problema dela", disse a russa: "Eu não tomei EPO, não sei o que aconteceu com aquele exame. O que tenho certeza é que tentarei ser a melhor no Mundial."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.