Grêmio tenta tirar do Beira-Rio os jogos de Porto Alegre

A rivalidade entre Internacional e Grêmio está presente também na preparação para a Copa de 2014. O projeto de reforma do Beira-Rio foi escolhido por Porto Alegre na hora de apresentar sua candidatura à Fifa, mas o Grêmio tem o projeto de um novo estádio e sonha com uma mudança de planos. De qualquer modo, a prefeitura da capital gaúcha já comemora o fato de não ter de mexer nos cofres, ao menos na questão dos estádios.

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

31 de maio de 2009 | 16h10

O Internacional pretende começar a reforma do Beira-Rio no segundo semestre. A capacidade será mantida em 56 mil lugares, e a grande novidade será a cobertura metálica. Além disso, a arquibancada inferior será remodelada para aproximar os torcedores do campo.

O clube investirá R$ 60 milhões no projeto, com recursos próprios, parte dos quais sairá da venda do antigo Estádio dos Eucaliptos, que recebeu jogos da Copa de 1950. Além disso, o Inter pretende construir um centro de treinamento, garagens subterrâneas, uma marina, esplanadas e três torres, para hotel, pavilhão de exposições e centro de medicina esportiva, em parceria com investidores a serem definidos, a um custo de mais R$ 60 milhões, na área de 32 hectares que o clube tem à beira do Lago Guaiba.

No Grêmio, a mudança será ainda mais radical. O clube vai entregar o Olímpico e seu entorno, no bairro da Azenha, à construtora OAS, que, em troca, adquiriu terreno e vai construir a nova arena do clube no bairro Humaitá, na zona norte. O projeto orçado em R$ 270 milhões prevê estádio coberto, com capacidade para 52 mil torcedores, e diversos espaços comerciais, além de uma grande esplanada para facilitar o acesso de torcedores. A empresa também construirá diversos prédios residenciais nas proximidades do estádio.

O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, diz que a obra começa no primeiro semestre de 2010 e deve ficar pronta até 2012. E manifesta esperança de reverter o favoritismo do Beira-Rio para

a Copa, prevendo que "nem a CBF e nem a Fifa poderão desconsiderar" a arena gremista quando ela estiver pronta.

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