Gremistas acreditam que chegou a hora da reação

O líder ganhou apenas dois jogos dos últimos sete, mas acha que, contra o Internacional, volta a engrenar

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

23 de setembro de 2008 | 00h00

A torcida está apreensiva. E não é para menos. O Grêmio ainda mantém a liderança do Campeonato Brasileiro, mas venceu apenas dois dos últimos sete jogos que disputou. A diretoria admite que chegou a hora de aumentar os cuidados para não deixar o primeiro lugar escapar. O técnico Celso Roth e os jogadores reconhecem que houve um vacilo, mas entendem que o ritmo do primeiro turno começou a ser retomado apesar do empate por 0 a 0, contra o Atlético Paranaense, no domingo, em Curitiba.Os números são mesmo preocupantes. O tricolor encerrou a primeira fase como líder, com 41 pontos, cinco à frente do então segundo colocado, o Cruzeiro, que tinha 36. A gordura foi queimada nas sete primeiras rodadas da segunda fase. Hoje o time gaúcho tem 50 pontos, apenas um à frente do Palmeiras, e pode perder a liderança no domingo, se não vencer seu maior rival, o Internacional, no Beira-Rio. Se isolada a campanha do segundo turno, o Grêmio não passaria do 12º lugar, com nove pontos em 21 disputados.A avaliação no Olímpico é de que, por ter se destacado, o Grêmio e suas jogadas passaram a ser mais observados pelos adversários. "Todos querem tirar uma casquinha do líder", avalia o zagueiro Léo. "No ano passado foi assim com o São Paulo." A análise do goleiro Victor é semelhante. "Adversários que achavam que nossos resultados eram passageiros trataram de nos estudar melhor quando perceberam a boa seqüência de vitórias que construímos."

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