Greves se tornam a maior ameaça ao cronograma

Há uma ameaça no ar que, se for cumprida, pode comprometer bastante o cronograma das obras das arenas da Copa do Mundo: a de greves dos trabalhadores. As recentes paralisações na Fonte Nova e na Arena Pernambuco e a manifestação de centrais sindicais sobre a articulação de uma greve geral para o próximo mês - entre as reivindicações estariam a unificação dos pisos salariais para os operários dos 12 estádios e aumento do valor da cesta básica - colocaram governo, Fifa e COL em alerta.

O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h06

O temor não é apenas pelo risco imediato e sim que, com a aproximação do Mundial - e principalmente, da Copa das Confederações -, comecem a pipocar paralisações por todos os cantos, num movimento semelhante ao que ocorreu na África do Sul, sede da Copa de 2010.

Para tentar combater futuras greves, ou pelo menos diminuir seus efeitos, está no Congresso um Projeto de Lei (728/2011) que visa a dificultar as paralisações. Propõe vincular as obras para as duas competições aos serviços tidos como essenciais. Dessa maneira, ainda que em ritmo reduzido, as obras continuariam a ser tocadas em caso de greve.

No projeto, entre outros itens, está a obrigação de a paralisação ser comunicada com antecedência de 15 dias, além de permitir que seja contratada mão de obra substituta. Também exige que 70% dos trabalhadores se mantenham ativos. / A.L.

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