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Grupo hacker revela que Phelps usou substância proibida para cavalos

Maior medalhista olímpico teria feito uso de gabapentina, usada em tratamento de epilepsia em humanos, antes dos Jogos do Rio

Estadao Conteudo

15 Fevereiro 2017 | 09h38

O grupo hacker Fancy Bear divulgou em sua página uma nova leva de supostos documentos retirados do sistema da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês). Nos dados, chama a atenção o nome do nadador Michael Phelps, que teria feito uso da substância gabapentina. O remédio é utilizado para tratamento de epilepsia em humanos, mas seu uso é proibido para cavalos pela Federação Internacional de Esportes Equestres.

Maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, com 23 ouros, além de três pratas e dois bronzes, o norte-americano teria usado três doses do medicamento no dia 13 de abril de 2016, durante a disputa de uma das sete etapas do tradicional Arena Pro Swim, nos Estados Unidos. O atleta, já aposentado, nunca informou qualquer problema de epilepsia durante sua carreira e ainda não se posicionou sobre assunto.

A primeiro grande ataque dos hackers russos ao sistema da Wada ocorreu em setembro do ano passado. Registros revelaram o consumo de substâncias que são proibidas pela entidade, mas liberadas desde que haja necessidade médica. A lista contava com nomes de destaque no esporte mundial como a ginasta Simone Biles e as tenistas Serena e Venus Williams.

Dona de quatro ouros na Olimpíada do Rio, Biles afirmou na época que usou as medicações para tratar do déficit de atenção e hiperatividade. "Eu tenho DDA (déficit de atenção e hiperatividade) e tomo medicamentos para isso desde criança. Por favor saibam, eu acredito no esporte limpo, sempre segui as regras e vou continuar, pois fair play é crítico para o esporte e muito importante para mim".

O grupo está divulgando as informações sob alegação que a Wada permite uma espécie de "doping regularizado" no esporte. Após a revelação dos primeiros casos, a entidade afirmou através do diretor-geral Olivier Niggli que "esses atos criminosos estão comprometendo muito o esforço da comunidade antidoping mundial para restabelecer a confiança na Rússia".

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