Grupo islâmico reivindica explosões na China e ameaça os Jogos

Partido Islâmico do Turquestão assume responsabilidade por atentado e diz que voltará a atacar nas Olimpíadas

Deborah Charles, REUTERS

25 de julho de 2008 | 19h10

O auto-intitulado Partido Islâmico do Turquestão divulgou um vídeo em que ameaça cometer atentados nas Olimpíadas de Pequim e assume a responsabilidade pela recente explosão de dois ônibus chineses. De acordo com a empresa norte-americana IntelCenter, que monitora a atividade de terroristas, o vídeo intitulado "Nossa Abençoada Jihad contra Yunnan" traz um discurso em que o comandante Seyfullah, líder da facção, diz que "apesar dos repetidos alertas à China e à comunidade internacional para pararem a 29ª Olimpíada em Pequim, os chineses ignoraram arrogantemente nossos alertas." "Os voluntários do Partido Islâmico do Turquestão que passaram por preparativos especiais já iniciaram ações urgentes", acrescentou. De acordo com o militante, seus homens já provocaram a explosão de dois ônibus em Xangai em 5 de maio e "agiram contra a polícia" em Wenzhou em 17 de julho, com um trator carregado de explosivos. De acordo com o IntelCenter, o grupo também pôs uma bomba numa fábrica de plásticos de Cantão em 17 de julho e provocou explosões em três ônibus de Yunnan na segunda-feira passada -- incidentes que deixaram dois mortos e 14 feridos. Segundo a transcrição do IntelCenter, Seyfullah disse que seu objetivo é "atingir os pontos mais críticos relacionados às Olimpíadas". "Vamos tentar atacar as cidades centrais chinesas usando severamente a tática que nunca foi usada", afirmou, aconselhando espectadores e atletas, "especialmente muçulmanos", a não irem a Pequim. "Por favor, não fiquem junto das pessoas sem fé. Os voluntários do Partido Islâmico do Turquestão vão conduzir ações militares violentas contra indivíduos, departamentos, locais e atividades que estejam relacionadas às Olimpíadas na China." O alerta ocorre a duas semanas do início dos Jogos Olímpicos, em 8 de agosto. 

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