Grupos de direitos humanos criticam contratos do COI com sedes olímpicas

Entidades internacionais criticaram o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta quinta-feira por falta de maiores referências aos direitos humanos nos contratos do COI com as futuras sedes olímpicas.

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2015 | 18h25

"É fundamental que o COI atente para o impacto dos direitos humanos em seus eventos e tome decisões de acordo com as expectativas criadas pela Agenda 2020", afirma Eduard Nazarski, diretor da seção holandesa da Anistia Internacional.

Ele se refere às 40 propostas do presidente do COI, Thomas Bach, anunciadas em dezembro do ano passado. O documento, anunciado com alarde, visa aumentar a transparência do órgão internacional e fortalecer o espírito olímpico. Para Nazarski, os contratos não são coerentes com a Agenda 2020 por omitir referências aos direitos humanos.

O COI rebateu as críticas das entidades ao alegar que os contratos mencionam claramente o respeito aos direitos dos homossexuais, dos trabalhadores e a liberdade de imprensa durante as competições.

A pressão pelo apoio aos direitos humanos aumentou em 2014 diante da legislação russa, que proibia "propaganda" homossexual durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. Em razão da postura do governo russo, o COI foi alvo de seguidas críticas de diversas entidades do planeta.

As novas críticas se devem à revelação do conteúdo dos contratos por ocasião do anúncio dos cinco candidatos a sediar os Jogos Olímpicos de 2024: Paris, Roma, Los Angeles, Hamburgo e Budapeste.

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