Guarani defende longa invencibilidade em casa

Visitante dos mais agradáveis, anfitrião pouco receptivo. Assim é o Guarani que recebe o Corinthians, hoje, às 16 horas, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Fora de casa, foram 10 derrotas em 15 jogos, com 4 empates e apenas uma vitória. Já no Brinco, são 7 vitórias, 6 empates e só uma derrota, no dia 14 de julho, portanto há mais de três meses, contra o Inter, por 3 a 0. O aproveitamento é de 64,28%.

Anelso Paixão, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2010 | 01h00

A explicação para campanha tão distinta dentro e fora de seus domínios, o técnico Vágner Mancini ainda tenta encontrar. "Quando você começa um trabalho, primeiro cria uma característica de jogo, que você utiliza dentro de casa. Num segundo momento, começa a trabalhar outras alternativas, que normalmente são utilizadas fora. O Guarani ainda vai desenvolver essas outras alternativas", afirma.

A parte psicológica também é apontada pelo técnico. "Meus times normalmente têm essa característica de aproveitar bem as partidas dentro de seu estádio. Alimento diariamente nos atletas a confiança de que podemos vencer todos os adversários e que temos de tomar a iniciativa."

O treinador, que hoje contará com a volta de Preto ao meio-campo mas não terá Fabiano na lateral-esquerda, garante que, apesar da dificuldade do time de vencer como visitante, o objetivo ainda é a vaga na Copa Sul-Americana de 2011. "Desde o início da competição, sempre estivemos na zona da Sul-Americana. Por isso, nosso assunto no clube não poderia ser outro senão este. Rebaixamento não faz parte de nosso pensamento, embora estejamos atentos."

Confiante numa arrancada nas nove rodadas restantes, Mancini não aceita outro resultado hoje que não a vitória. "Não me interessa a situação do adversário. Respeitamos o Corinthians, mas precisamos vencer."

Apesar da confiança, o técnico não poupa elogios a Ronaldo, estrela corintiana "Ele (Ronaldo) é um cara diferente. É um jogador que pode ser o diferencial e nós vamos ainda acertar uma marcação mais inteligente, porque ele é superdotado no sentido técnico."

Mancini garante que não existe problema extra-campo que possa atrapalhar uma reação. "No pior momento, o salário chegou a ficar dois meses atrasado. Agora, não existe atraso. Alguns dias não pode ser considerado atraso."

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