Guardas de fronteira britânicos cancelam greve pré-Olimpíada

Funcionários da imigração, incluindo do aeroporto de Heathrow, que ameaçavam uma greve de 24 horas na véspera da Olimpíada de Londres, cancelaram a ação nesta quarta-feira, pouco antes de o governo entrar com uma moção contra eles no tribunal.

MICHAEL HOLDEN, Reuters

25 de julho de 2012 | 10h57

O secretário-geral do Sindicato de Serviços Públicos e Comerciais (PCS na sigla em inglês), Mark Serwotka, disse aos repórteres ter havido progresso nas conversas com os ministros sobre ameaças de cortes de empregos.

A greve planejada para quinta-feira, um dia antes da abertura dos Jogos, havia sido rejeitada com veemência pelo governo.

"As pessoas têm suas queixas, mas certamente o dia antes de cerimônia da Olimpíada não é o dia para isso", disse o secretário de Cultura e Esporte, Jeremy Hunt, à rádio BBC.

Advogados do Ministério do Interior iriam comparecer ao tribunal nesta quarta-feira e solicitar uma ordem para deter a ação, alegando que a votação da greve dos membros do PCS pode não ter sido conduzida apropriadamente.

"Acreditamos que um progresso relevante significa não haver mais motivo para o sindicato insistir com uma greve amanhã", disse Serwotka.

Ele ainda afirmou que foi uma promessa de novos investimentos e 1.100 novos empregos, confirmados em conversas meras 24 horas antes da greve, o que os persuadiu a cancelar a ação.

Serwotka admitiu que o público rejeitou fortemente o plano de greve na iminência dos Jogos, o que atribuiu a comentários "escandalosos" de ministros e parlamentares conservadores.

Mas negou ter sido essa a razão de tê-la cancelado.

"As ofensas e o veneno que nos atiraram não têm precedente recente", afirmou.

"Ver servidores públicos que trabalham duro ter seu patriotismo questionado é doentio para mim. Eles não precisam ouvir isso de políticos fracassados como Jeremy Hunt".

Tudo o que sabemos sobre:
OLIMPGREVECANCELAMENTO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.