Franck Robichon/Efe
Franck Robichon/Efe

Guardiola iguala contra-ataque do Santos ao do Real Madrid

'É uma equipe brasileira, com uma qualidade individual muito alta. A característica principal é a força'

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2011 | 09h03

Como faz sempre que vai enfrentar uma grande equipe, o técnico Pep Guardiola foi todo elogios ao Santos neste sábado, um dia antes da aguardada final do Mundial de Clubes, em Yokohama, no Japão. O treinador catalão comparou o time santista ao Real Madrid e ao São Paulo, disse que tem más recordações do Mundial de 1992, quando perdeu para o time tricolor como jogador do Barcelona, e não cansou de elogiar os jogadores santistas.

"É uma equipe brasileira, com uma qualidade individual muito alta. A característica principal é a força, e eles têm um contra-ataque ao nível do Real Madrid", apontou. "São muito bons e muito físicos neste sentido. Creio que será uma grande final. Eles têm meias com experiência e um lateral-direito que sobe muito", avaliou o técnico do Barcelona.

Guardiola, que foi titular do Barcelona na derrota para o São Paulo de Raí e Telê no Mundial de 1992, também no Japão, afirma que viu diversos jogos do Santos no Brasileirão e comparou a equipe de Neymar e Muricy Ramalho àquele São Paulo. "Os brasileiros não perdem uma dividida. Os volantes, o meio-campo, Borges, Neymar.... Quando vão competir em qualquer competição, dão o máximo, por isso disse que me recordava o São Paulo de 1992", lembrou.

O treinador catalão lembrou que esta é a quarta vez que o Barcelona joga o Mundial de Clubes, mas que só conquistou o título em 2009, tendo perdido também a final de 2006, para outro brasileiro, o Internacional. "Um clube centenário só ganhou uma vez o título e todas as vezes que jogamos com equipe brasileiras, sempre perdemos", comentou. "É uma realização, é um sonho jogar uma final como uma equipe de prestígio como o Santos. Sabemos que podemos perder como podemos ser campeões."

Ele reconheceu que na Europa não se dá tanta importância ao Mundial quanto na América do Sul, mas garantiu que seu time está focado em levar a taça de volta para Barcelona. "Presumo que às vezes não dão uma grande importância para conquistar este título, mas é muito difícil chegar, duas vezes então nem te conto. Você sempre tem a sensação de que pode ser a última vez e que não deve deixá-la escapar, deve ganhar, e quando você vê seu oponente, você percebe que será difícil. Será uma final muito difícil de vencer."

Quanto à equipe que vai jogar neste domingo, Guardiola não descartou a presença de Alexis Sanchez entre os titulares e revelou que instruiu o time a não deixar que Neymar jogue. "Queremos que ele participe o mínimo possível do jogo. É um jogador que participa muito e esse tipo de jogador é difícil de marcar", opinou o treinador catalão.

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